Educação que salva

Não há outra forma mais segura do coletivo das classes pobres do país se alçarem ao andar de cima senão pela Educação. Nascer pobre não é escolha, mas se transformar em analfabeto, há responsáveis. Começa pela família e depois o Governo. “Dos filhos deste solo és mãe gentil” diz o hino, portanto a segunda mãe de todos nós é a pátria e está não pode abandonar um filho seu na escuridão do analfabetismo, sem instrução, sem formação. Portanto, todo dinheiro gasto com Educação é pouco para salvar o Brasil.

No Brasil o dinheiro que vai para a Educação não é pouco, são 18% da União, 25% dos Estados e Municípios. É um mar de recursos, mas mesmo assim, fazemos feio nas avaliações do Pisa com um humilhante 57º lugar numa escala de 79 países.

A responsabilidade do Ensino básico é dos Estados e dos Municípios, mas a União, também comparece dentro do Fundeb aportando recursos mediante cálculos criados por lei, em média até 10% do Fundeb local. Os Fundos terão vigência até 31 de dezembro de 2020, portanto é preciso uma renovação. A Nova proposta quer ampliar para 20% de forma escalonada, mas o Governo rejeitou esta proposta quer um percentual menor.

O orçamento federal da Educação para 2020 é da ordem de 103 bilhões, maioria destinada ao Ensino Superior, que é gratuito. Há 8 milhões de estudantes universitários, destes, 6 milhões pagam suas mensalidades e os 2 milhões restantes, estacionam, estudam, comem e até dormem de graça. É uma injustiça contra os pobres do Brasil. O debate que deve ser feito no Congresso Nacional não é se vamos ou não aumentar o Fundeb e sim discutir o modelo de financiamento do ensino superior no Brasil.

O que deve ser universal e de graça é o ensino básico, do primário ao secundário, inclusive escolas técnicas. A Educação que salva é a básica, não a superior. Esta é elitista por natureza e no Brasil os socialistas de plantão adotaram todo o tipo de artimanhas para “afundar” a qualidade do ensino, achando que quotas raciais iriam resolver a Educação “do pobre”. Conseguimos com esta política exibir em 2019 um exército de 11,9 milhões de analfabetos.

Estima-se que pelo menos 50% dos 103 bilhões do MEC poderiam ser destinados à Educação básica. Com estes recursos seria possível acabar de vez com as miseráveis escolas das periferias, muitas sem saneamento básico, as escolas de taipa do nordeste brasileiro, os modestos salários pagos aos professores razão do afastamento de bons profissionais e construir um novo modelo de eficiência escolar com mais transporte, mais merenda mais bibliotecas e Internet para nossos alunos.

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