Eventos climáticos – a resposta da indústria

A Fiesc, por intermédio do Plano Sustentabilidade, e em conjunto com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), publicou um guia para a indústria se adaptar aos impactos da mudança do clima. Denominado “Indústria Resiliente”, é uma iniciativa que encara a questão dos fenômenos climáticos e seus efeitos devastadores.

Santa Catarina, ao longo da história, sofreu com eventos climáticos extremos como enchentes, vendavais, deslizamentos de terra e secas, que deixam como legado um rastro de prejuízos à vida e à saúde das pessoas, assim como às atividades econômicas e à infraestrutura.

O assunto exige especial atenção, pois a economia catarinense sofreu perdas provocadas por desastres naturais estimadas em mais de R$ 17 bilhões, de acordo com a 2ª edição revisada do Estudo elaborado pela Defesa Civil (SC): “Atlas de Desastres Naturais do Estado de Santa Catarina, no período de 1980 a 2010”.

O guia Indústria Resiliente sugere a aplicação da metodologia criada pela United Climate Impacts Programme (UKCIP), da Universidade de Oxford. O método utiliza ferramentas de gestão da qualidade e risco para inserir a cultura de prevenção dentro das organizações.

Elaborar planos de adaptação permitirá à cadeia produtiva minimizar perdas econômicas potenciais, aumentar a competitividade e desenvolver novos produtos e serviços mais resilientes ao clima. O material é bastante didático e está disponível no endereço eletrônico fiesc.com.br/sustentabilidade.

Certamente, a prevenção é o caminho para amenizar os efeitos deste tipo de fenômeno. Cada R$ 1 não investido em prevenção equivale, em média, a valores entre R$ 25 e R$ 30 em obras de reconstrução pós-evento, de acordo com a publicação “Greennation 2014 – Movimento para a Sustentabilidade”, do Banco Mundial.

Por isso, a Federação das Indústrias de Santa Catarina, ao longo dos anos, monitora obras e projetos de contenção e mitigação das enchentes no Estado, e divulga os resultados no site monitora.fiesc.com.br.

São barragens, obras de drenagem e melhoramento fluvial, dentre outras. O que é preocupante é que 92% delas estão paralisadas. No contexto, esta situação, além de muito grave, exige também uma resposta firme dos catarinenses.

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