Frágeis humanos

A reprodução do Homo Sapiens quando deixou de ser um macaco, segundo a teoria darwiniana, não deu certo, declarou o filósofo Nelson Rodrigues. Uma análise superficial e despretensiosa sobre o aparente humorismo do pensador, permite que lhe seja atribuída boa dose de acerto.

Todo ser vivo tem por base dois componentes: o físico ou corporal, e o poder reflexivo ou espiritual. É o que se deduz do sábio Teillard de Chardin, na sua obra “O Fenômeno Humano”.

Quando comparado o aspecto corporal dos seres humanos com o da maioria dos seres vivos, as deficiências encontradas no Homo Sapiens são incontestáveis.

Visão, audição, olfato, força, velocidade, resistência as intempéries do meio ambiente e outros atributos – são mais eficazes, dir-se-ia, mais evoluídos nos seres vivos, cognominados de inferiores, na referida escala evolutiva.

Se o humano saltasse como uma pulga, a ponte Hercílio Luz seria desnecessária. Com a metade do tamanho de um ser humano, um macaco o vence facilmente numa luta corporal, dado ser provido de melhor musculatura e agilidade.

Quanto ao aspecto espiritual, ou intelectual e social, há de considerar a organização social das abelhas, dos cupins, dos lobos, dos chimpanzés, como exemplos de sucesso, há milhões de anos, comparado à durabilidade da Carta Magna norte-americana.

A fragilidade intelectual da maioria dos humanos foi assinalada pelo respeitado idealista alemão George F. W. Hegel, ao afirmar que o povo não sabe o que quer.

Referia-se às massas, maioria da população que pode ser submetida a um controle social. Maioria que segue, cega, líderes carismáticos e espertalhões, fazedores de promessas de benesses que nunca são cumpridas.

Nesse extrato populacional, evidenciam-se duas categorias de indivíduos: os que herdaram a idiotice dos pais, e os que são idiotizados por agentes da mídia e por falsos professores, dedicados à lavagem cerebral de seus discípulos e neles impor a ideologia político-partidária de seus ídolos e não o conteúdo das disciplinas que deveriam lecionar. Desde o ensino primário ao universitário. Serão essas criaturas que decidirão o futuro das próximas gerações.

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