Haja coração!

O Dia Mundial do Coração, ocorrido no dia 29 de outubro, tem o objetivo de gerar reflexão sobre a prevenção e o tratamento das doenças cardíacas, que representam a principal causa de morte em quase todos os países, segundo a Organização Mundial da Saúde. A Sociedade Brasileira de Cardiologia afirma que as doenças cardiovasculares, afecções do coração e da circulação são responsáveis por mais de 30% dos óbitos registrados no país. São mais de 1 mil mortes por dia, cerca de 43 por hora, 1 morte a cada 1,5 minutos (90 segundos). Uma realidade que merece a máxima atenção de todos, especialmente na prevenção e na conquista de hábitos saudáveis. Sem sombra de dúvida, nosso desafio maior a ser vencido na defesa da saúde do coração está na alimentação. Infelizmente, estamos comendo em excesso e de forma errada. Estamos adoecendo e morrendo pela boca. Transformamos as refeições em verdadeiros vilões do nosso corpo, quando deveria ser ao contrário. Não por outra razão, os índices de obesidade e de diabetes quadruplicaram desde a década de 1980, enquanto o Ministério da Saúde diagnosticou que 53% dos brasileiros estão com excesso de peso. Essa realidade é a tradução maior do paradoxo vivido na atualidade, no qual as doenças cardíacas continuam a matar cada vez mais, enquanto a evolução nos meios de diagnóstico e tratamento vêm salvando um número cada vez maior de pessoas com problemas do coração. Ou seja, a cardiologia ampliou em muito as suas possibilidades de proteger a vida, mas é preciso compartilhar a responsabilidade da saúde com o paciente. Se já fomos capazes de dar alguns passos para começar a reduzir outros fatores de risco das doenças cardíacas, como o consumo do cigarro e o sedentarismo, está mais do que na hora de encarar também as dificuldades com o nosso prato de comida. Não há avanço tecnológico ou prática da medicina que possa ser mais importante que essa consciência, tampouco há medicação, cirurgia ou tratamento que superem os benefícios de escolhas saudáveis. Nosso coração agradece.

+

Artigos

Artigo

Em tempos de incerteza cresce a importância de quem faz o essencial. A pandemia do novo coronavírus ...