Home office: chegou para ficar?

Certamente quem for ler esse artigo deve estar fazendo a mesma pergunta que me faço: como vão ficar as nossas vidas depois desta pandemia? Quando ela vai passar? Nossas vidas irão voltar ao normal?

Não tenho as respostas! Mas já identifico algumas mudanças eminentes. A relação de trabalho é uma delas. Talvez a mais imediata e que também trará muitas mudanças em outros setores da nossa sociedade.

O “home office” define de forma genérica o trabalho que é realizado em espaço alternativo ao espaço da empresa. Além de casa, uma pessoa pode trabalhar no modo “home office” em cafés, hotéis, ou seja, em ambientes diversos.

O número de brasileiros que trabalham em “home office” já vinha aumentando com a alta do trabalho informal e com a reforma trabalhista, que regulamentou o trabalho remoto.

Segundo estudos recentes da Fundação Getúlio Vargas a pandemia do novo coronavírus deve fazer com que o “home office” cresça 30% após o período de estabilização da pandemia e retomada das atividades.

Acredito que esta modalidade de trabalho deve provocar uma mudança nas culturas organizacionais. As cidades também ganham. Teremos menos carros da rua, o transporte coletivo irá desafogar nos horários de pico do trânsito.

Mas não adianta mudar para o modelo remoto e esperar todos online das 9h às 18h. Os empregadores deverão definir quais resultados e entregas esperadas para cada função.

Para acompanhar os resultados, o ideal é que seja usado um tipo de “Key Performance Indicator”, uma forma de medir se uma ação ou um conjunto de iniciativas está efetivamente atendendo aos objetivos propostos pela organização, como por exemplo:

“Lagging Indicators”: indicadores de resultado, para total de vendas, recrutamento, Marketing e Operações.“Leading Indicator”: indicadores de tendência. Por exemplo: número de ligações para clientes.

Entregáveis dos projetos: uso da ferramenta 5W2H, que tem como função definir o que será feito, porque, onde, quem irá fazer, quando será feito, como e quanto custará.

Não sabemos o que nos espera, mas temos que nos adaptar e rápido aos novos caminhos que o mundo tomará. E por isso, aprender a trabalhar em “home office” é uma consequência inevitável para quem quer ter um futuro produtivo no mercado de trabalho.

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