Inovação na inteligência

A atividade de inteligência está inserida na história da civiliza­ção desde os seus primórdios. Esteve presente nos vedas, alfarrábios de Sun Tzu antes de Cristo, nas com­pilações bíblicas e atualmente deveras mencionada em todos os seguimentos sociais. Sempre presente e objeto de êxito nas grandes guerras ou, por ve­zes, fracassos que ceifaram inúmeras vidas em atentados terroristas e demais ações adversas.

Evitando conceituação precisa e es­gotada, a inteligência dentre outras atribuições, exerce o papel de asses­soramento através da produção do co­nhecimento e neutralização de ações que ponham em risco a sociedade na­quilo que se quer proteger, apontando um norte para aquele que possua o po­der decisório.

Com as demandas crescentes e o novo desafio global, além da segurança e defesa do território (terra, mar e ar), a cyber segurança ganha destaque dian­te dos desafios da quarta revolução, a tecnológica.Algumas palavras-cha­ves se tornaram praxe na mídia e nos discursos atinentes a área, tais como: integração e investimento em recursos humanos e materiais, principalmente os tecnológicos.

Há confusão de conceito, debates e procedimentos onde imprecisamente misturam inteligência com investi­gação, muitas vezes com o escopo de legitimar investigação sob o manto equivocado da atividade de inteligên­cia. Causa arrepio aos analistas e dou­trinadores. É bom deixar claro que na primeira há a necessidade de conhe­cer e na segunda de provar, ambos na busca da verdade.

Sem a presunção mais uma vez de conceituar, a “era da inovação disrup­tiva” traz novos paradigmas em pro­dutos e serviços que se apresentam no mercado e na produção rompendo os modelos convencionais. Através da (cri)atividade fazer menos com mais, mais barato, mais célere, mais preciso e da melhor forma. O que isso tem a ver com a Inteligência?

As agências de inteligência observam a necessidade de inovar, de realizar algo mais, de superar os desafios da revo­lução tecnológica e da sofisticação dos meios utilizados pelos criminosos.

Rompendo (pre)conceitos e unin­do esforços, mister se faz a união das agências de inteligência e a Academia. A inovação disruptiva que se faz ne­cessária é o incremento da ciência, da pesquisa e do desenvolvimento multi­disciplinar na atividade de inteligência.

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