Joice Hasselmann, âncora da Reforma da Previdência

Não tive a oportunidade de assistir em Florianópolis, no dia 29 de maio, palestra desta especial e corajosa jornalista, por motivo de atraso de
voo. Nascida na capital cívica do Paraná, Ponta Grossa, Joice é uma marca de luta permanente, principalmente como jornalista do bom caminho, da busca da ética na política. Que acredita num Brasil novo, na Justiça e na verdadeira e necessária Reforma da Previdência, que está falida, mas que pode ser feita de maneira certa, buscando corrigir seus graves defeitos. Uma reforma que estabeleça novas regras, onde todos participem do modelo, fazendo a transição para o sistema real que possibilite segurança.

Joice, como líder do governo, inteligente, pragmática, corajosa e séria, é quem o ministro Paulo Guedes tem para levar a reforma da Previdência a uma boa solução. Precisamos de um modelo novo. A futura força motora do país,
cerca de 50 milhões de brasileiros com menos de 22 anos, ainda está fora dos modelos atuais. Para eles precisamos criar uma nova opção. Para os 24 milhões de brasileiros cuja maioria ganha menos de R$ 5 mil de aposentadoria, estabelecer regras de transição justas, levando-se em conta que os que
gritam, inflamados pelas CUTs, CGT, não serão prejudicados, pois recebem menos de dois salários mínimos.

O que se quer é garantira possibilidade de receberem. O que precisa ser corrigido são as distorções, como afirma Paulo Guedes. A Joice Hasselmann, como porta voz da reforma mostra os casos excepcionais das altas aposentadorias em setores que não são do INSS, mas dos poderes da República, onde pontificam proventos e pensões muitas vezes superiores
a dezenas de milhares de reais. É necessário também corrigir as idades que permitem aposentadoria, não para os que estão no INSS e que compõem a grande maioria do Brasil, mas para aqueles com idades até inferiores a 45 anos, num privilégio sem precedentes.

São estas distorções que precisam ser corrigidas nos próprios setores públicos e também em empresas públicas e sociedades de economia mista. Entretanto, precisamos de regras que estabeleçam limites para os novos. Para os antigos, uma fase de transição, conforme prevê a reforma do Paulo Guedes. Joice nunca teve partido político.

É eternamente uma grande e ousada jornalista e também comunicadora. Iniciou sua vida como âncora de rádio e TV na sua cidade de Ponta Grossa. Depois foi âncora em Curitiba até partir para o mundo novo de São Paulo,
onde se tornou, sem dúvida alguma, a grande voz das lutas pelo Brasil melhor. Foi âncora e principal jornalista e comentarista no nosso grupo RIC Record do Paraná, com presença na TV, rádio e Internet. Lá conviveu como destaque
por dois anos, até ser chamada para São Paulo.

Sua atuação na RIC Record do Paraná era desassombrada, não escolhia partidos, nem pessoas e sim exigia sempre ética, renovação e modelos novos. Partiu para São Paulo, onde se tornou referência, tendo mais de 1,5 milhão de seguidores e aí a consagradora vitória como a deputada federal mais votada do Brasil. Além disso, como declara o governador João Doria (PSDB), foi quem deu a ele a vitória no segundo turno, quando permaneceu fazendo sua campanha, depois de já eleita com gigantesca votação, percorrendo o interior de São Paulo, como diz Doria: elegendo-o. Joice, hoje escolhida como líder do governo, tem opinião forte, firme e discute os interesses do país. Em primeiro lugar está a Reforma da Previdência, que é sem dúvida a necessidade maior para vencer as outras etapas.

Joice tem um ponto de vista que não é hora de se discutir ou apresentar outros projetos ou CPIs, para não desviar atenção do foco principal que é a Previdência. Como jornalista e comentarista usa também as redes sociais, mas declara, solenemente, que as verdades dos fatos são estudadas com mais rigor na imprensa escrita, falada e na televisão. Para ela, o governo
precisa ter campanha clara, objetiva de comunicação nos veículos tradicionais, o que parece já é tese aceita, apesar das dificuldades de certos núcleos
palacianos. Joice informou que será iniciada ampla campanha de comunicação pela imprensa em geral.

Antes de tudo, Joice é jornalista profissional há mais de 25 anos, brilhou na sua cidade, consagrou-se em Curitiba e depois a brilhante trajetória conosco na RIC do Paraná, partiu para São Paulo e hoje é a voz do Brasil. É autora de duas grandes obras, uma sobre a vida e a história de Sergio Moro, o Juiz consagrado desde a CPI do Banestado, o vitorioso da Lava Jato, cujo
prefácio é assinado pelo grande e brilhante jornalista José Nêumanne Pinto, meu querido amigo, poeta,  jornalista e escritor. É autora também de um trabalho transformado em livro importantíssimo, intitulado “Delatores”, baseado em ampla e real pesquisa que levanta fatos históricos sobre os primeiros escândalos do governo do líder dos marajás, o também demagogo Fernando Collor, o presidente que sofreu o primeiro impeachment do Brasil.

No livro, relata com clareza toda a história, algumas das mais graves, principalmente os escândalos da Telerj, presidida à época pelo hoje presidiário
Eduardo Cunha e tantos outros. Se Joice hoje está em um partido político é por força da legislação brasileira. Tem como lema – e assim fez e fará da sua vida –  a luta pela ética, combate à corrupção, a valorização do direito, do certo e o extermínio das irregularidades, escândalos e corrupção.

Nesta síntese sobre sua vida fica minha lembrança à Associação Catarinense de Imprensa e Acaert. Essas entidades procuraram trazer a Santa Catarina, assim como veio Joice agora para o projeto Brasil 200, onde pontificam figuras de valor, interessados no melhor para o Brasil como o nosso grande empresário e lutador Luciano Hang. Convivi com Joice por cerca de dois anos, muitas vezes em reuniões e conversações sobre política, história política e fatos da vida política brasileira que ela sempre gostou de acompanhar e trocar ideias.

Este é o depoimento de um octogenário que sempre buscou e busca um Brasil melhor. Que nunca acreditou e não acredita nos milagres da vassoura do Jânio, dos marajás do Color, das promessas e falsidades do Lula, que deram no que deram. Agora torço para que os governantes de hoje vejam os erros do passado, independente de extremismos, quer na União ou nos Estados, façam o melhor. Não existe velha política e nem nova política, política é a arte do diálogo, de buscar entendimentos para alcançar o desejado sucesso.

Não tenho vergonha de voltar atrás, por não ter medo de raciocinar. Errar sim, persistir no erro é ignorância ou outros termos mais chocantes, como canalhice. Neste 29 de abril, embora não tenha assistido à palestra, tive o privilégio de um rápido jantar com Joice, acompanhado de poucas pessoas. Foi, sem dúvida alguma, uma grande alegria poder levar Joice ao aeroporto para embarcar para Brasília, apenas acompanhada por mim, meu motorista e o coronel José, que conheci neste dia.

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