Mudar o mundo desigual

Os Estados Unidos da América desenham e divulgam cenários planetários quinquenais. O presidente americano fala abertamente sobre a Política Estados Unidos-Brasil.

Os EUA são a maior potência econômica e militar – influenciam (quando não geram) os fatos condutores de futuro e as tendências que encaminham os povos, os Estados nacionais e até os blocos de Estados aos respectivos destinos.

As variáveis cruciais – população, recursos naturais e o meio ambiente, ciência e tecnologia, economia global e globalização, governação nacional e internacional, conflitos – são poderosamente dependentes de políticas e ações americanas sobre elas.

O Brasil figura nos cenários como um dos sete maiores países do globo, ao lado dos Estados Unidos, da China, da Índia, da União Europeia, do Japão e da Rússia. A mudança da paisagem geopolítica faz-se necessário – sendo desejo nacional.

A certa emergência da China e da Índia como novos atores globais, não exclui as “potências” igualmente “arrivistas” como o Brasil e a Indonésia – que podem produzir uma série nova de alinhamentos internacionais. Por que não? Construído o cenário cabe a questão: O que o Brasil está esperando?

Os autores dos cenários concordam que o Brasil é um Estado pivô, com democracia e população empreendedora, um vasto patrimônio nacional e sólidas instituições econômicas. Assinalam, também, que o Brasil é parceiro natural tanto para os Estados Unidos como para a Europa e as potências em ascensão – China e Índia.

Afirmam que o Brasil tem condições de aumentar seu potencial de exportador líquido de petróleo, muito embora reconheçam que há briga pelos royalties nos tribunais, todavia, sendo o povo seu único dono.

Percebem que não há dinheiro real em Brasília e em nenhuma Capital que não tenha sido gerado nos municípios. Ora! Se a União é a criatura, os Estados dela constituintes são os criadores – e é por esta justa razão que a repactuação da federação é visceral – sonho dourado nacional.

Mudar é preciso – o mundo é desigual e com a pandemia fica patente que as sociedades de renda média e baixa participam do PIB mundial com o equivalente a 15,84 vezes menos que os países ricos. Assim, para além da ideologia, os desenvolvimentistas estimam que a economia global deva ser incrementada. Todos pela elevação do PIB mundial.

+

Artigos