Muita calma nessa hora

Mudanças na Secretaria de Estado da Fazenda costumam despertar atenção por se tratar da pasta responsável pela arrecadação dos recursos que viabilizam as políticas públicas, os investimentos, a manutenção de serviços essenciais à população e da própria máquina administrativa.

Quando a mudança ocorre em meio a turbulências políticas, e numa situação de arrecadação crescente, é compreensível que cause surpresa e até um certo temor pelo que pode vir.

A Fazenda de Santa Catarina é referência nacional há décadas porque tem um corpo técnico que realiza um trabalho de Estado, não de governo. Todos os gestores que passaram pelo Fisco tiveram à disposição a expertise de um time de auditores fiscais, contadores e analistas que, alinhados com o controle interno, se reinventam e se superam a cada crise – e não têm sido poucas. Se não fosse assim, com tantas mudanças de governo não estaríamos crescendo há mais de uma década acima da média nacional.

Como ocorre na formação das equipes nas empresas, é absolutamente legítimo que o gestor no comando do Estado tenha à frente do tesouro estadual alguém de sua confiança, que lhe dê tranquilidade no direcionamento deste trabalho técnico de qualidade.

Não se trata de insatisfação com quem veio antes; é uma questão de afinidade, fator importante para a harmonia, a tranquilidade e os resultados que se quer atingir.

Servidores públicos, como eu sou há 26 anos, não devem ter apego a cargos, mas sim honra pelo servir, seja qual for a função que estiverem ocupando. Governo, setor produtivo e sociedade querem o mesmo: o desenvolvimento de Santa Catarina, com recursos suficientes e bem aplicados, geração de empregos, qualidade dos serviços.

Especialmente no cenário de pandemia que atravessamos, é ainda mais necessário ouvir os setores, os servidores, construir soluções coletivas com respeito a cada necessidade.

Por isso, muita calma nessa hora. Às vezes é nas mudanças que alcançamos a estabilidade necessária para manter o rumo certo. Santa Catarina precisa seguir em frente. Quem está no comando de determinada secretaria neste ou naquele momento deve ter menos importância.

O resultado na ponta, em forma de investimentos e geração de empregos é o que interessa aos catarinenses. Há muitas perdas a recuperar e muito trabalho a fazer. Este é o foco.

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