Mulheres na ciência

Inauguro este março – dito Mês da Mulher – declarando meu profundo respeito pela mulher que fica em casa, prepara as refeições da família, cuida da saúde de todos, administra a economia doméstica, traz tranquilidade pro marido exercer suas tarefas no emprego, tomando pra si as responsabilidades maiores.

Mas, pelas frestas do Tempo nos espiam Ada Lovelace (matemática que criou o primeiro algoritmo, a primeira programadora da história), Rosalind Franklin (química que descobriu o formato helicoidal do DNA) e também Marie Curie (física e química, ganhadora de dois prêmios Nobel em dois campos científicos diferentes).

Em 11 de fevereiro se comemorou o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência. Certamente para nos lembrar do quanto ainda é preciso incentivar a participação feminina também na tecnologia, engenharia e matemática. Assim fazem a UFRGS (Meninas na Ciência) e a Unicamp (Meninas SuperCientistas), mas é pouco.

Parece, vendo os avanços das mulheres atuais na Ciência, que enfrentam as mesmas dificuldades do passado para conquistarem o destaque merecido. Desde Marie Curie e seu Nobel de 1903, pouca coisa mudou: apenas 17 mulheres conquistaram o prêmio nas categorias física, química ou medicina, enquanto 572 homens têm a distinção.

A pergunta é: é mesmo necessário incentivar a participação das mulheres na Ciência? Evidentemente! A Ciência que é feita com o olhar feminino inclui a “outra metade” da população mundial, aquela que poderá pesquisar soluções para os problemas que não são sentidos pelos homens. Seria, talvez, uma Ciência com viés mais humano… mas como estamos precisados de humanidades!

Aqui uma homenagem àquelas que vêm trabalhando no combate à pandemia do coronavírus: as brasileiras Ester Cerdeira Sabino, Jaqueline Goes de Jesus, Rafaela Rosa Ribeiro, Beatriz Kira, Luciana Tovo, Margareth Dalcolmo, entre outras, das quais não se ouve falar, abafadas por blogueiras dispensáveis.

Meu desejo é que ao nascimento de uma menina não nasça “uma princesa”, e sim um ser humano com infinito potencial para o que quiser ser, e que receba incentivo para superar as barreiras que acorrentaram as suas gerações antecessoras. Que seja brava, no sentido de enfrentar as lutas; que seja mansa, no sentido de compreender as dores do mundo. E que seja cientista!

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