Na fila para viver: 766 pessoas, 766 histórias

Há 766 pessoas – homens, mulheres, crianças – à espera de uma doação de órgãos em Santa Catarina. Na maioria dos casos, o tempo de espera nesta fila determina se o paciente irá viver ou não. Neste mês, em 27 de setembro, se comemora o Dia Nacional da Doação de Órgãos e a data reforça que a doação é um ato de amor ao próximo e salva vidas. Para ser exato, o doador com morte encefálica salva até 14 vidas. Ele pode doar órgãos (coração, fígado, rim, pâncreas e pulmão) ou tecidos (córnea, pele, ossos, medula óssea, entre outros).

É possível fazer doações também em vida. Além da doação de sangue, o chamado doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte do pulmão, desde que o parentesco seja até o quarto grau ou cônjuge. Caso não haja parentesco, a doação só é feita mediante a autorização judicial. Em números absolutos, conforme o Ministério da Saúde, o Brasil é o 2º maior transplantador do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos.

Aqui, Santa Catarina, houve um aumento de 15% em doações de órgãos nos primeiros cinco meses deste ano em relação ao mesmo período de 2019. Porém, ainda não é o suficiente e é preciso avançar na conscientização. Se você quiser ser um doador, avise a sua família – é ela quem irá autorizar o procedimento. Na legislação brasileira, não há garantia de que a vontade do doador seja efetivada, no entanto, na maioria dos casos, o desejo é respeitado. Por isso, é fundamental o diálogo franco e aberto sobre o tema.

A família do doador não paga, nem recebe qualquer valor pela doação e não há possibilidade de escolha para quem doar. O transplante será feito de acordo com a fila de espera. Em Florianópolis, o HOF é um dos centros médicos credenciados pela central de transplantes do estado desde sua fundação, em 2011.

Dessas 766 pessoas da lista em Santa Catarina, 442 precisam de rim, 213 de córnea, 53 de medula óssea, 38 de fígado, 17 de pâncreas, três de coração. Cada uma delas tem nome, sobrenome e uma história. Essas 766 pessoas esperam, de um desconhecido, a chance de continuar vivendo – e vivendo com saúde.

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