Não é hora de acharmos culpados

Não é gerando o pânico na população que esta pandemia será resolvida. Estamos agindo com muita consciência e salvando muito mais vidas que muitos países ditos do Primeiro Mundo. Não quero com isto negar o quanto este vírus é perigoso e traiçoeiro, mas temos sim agido de forma competente e obtendo resultados consideráveis.

Não tenho nenhuma consideração por quem vive numa bolha e vem atacar quem está lutando pelos seus empregos, pela sobrevivência dos seus negócios e até mesmo pela estabilidade econômica do país. Se pararmos as atividades econômicas, se fizermos lockdown, vamos viver de novo o que vivemos no primeiro semestre de 2020.

Teremos mais pessoas estressadas, sem acesso aos seus tratamentos médicos, sem consultas e cirurgias, perdendo empregos, sem dinheiro e sustento para sua família. Um possível e verdadeiro caos social. É inadmissível. Agora querer culpar o povo pela evolução da pandemia, aí é demais.

Culpar pela falta de leitos de UTI também é inaceitável. Nossa estrutura da saúde sempre viveu o caos, a falta de leitos sempre aconteceu. Perguntem a um intensivista de UTI se alguma vez trabalhou sem pressão por leitos, ou mesmo recursos, até para fazer uma intubação. Esta realidade sempre existiu, temos que encarar o problema e cobrar no lugar certo.

Não adianta culpar pessoas inocentes, empresários, empreendedores, trabalhadores que necessitam do seu sustento para sobreviver. Se tivermos que culpar alguém, vamos culpar governadores que fecharam hospitais de campanha no momento em que as pessoas estavam voltando a circular.

Quem fez terrorismo contra medicação que poderia diminuir os números de internação. Culpem aqueles que desviaram dinheiro. Mas não culpar o povo, que está lutando para colocar comida na mesa e sustentar sua família. Não queiram justificar que é normal parar o mundo por causa de uma doença que temos que enfrentar. Esse vírus não vai embora num piscar de olhos.

Precisamos sim nos unir e nos ajudar. Precisamos fortalecer a responsabilidade individual, mas também a social, onde cada indivíduo tem que fazer a sua parte para beneficiar o todo.

Temos que respeitar os protocolos de prevenção, e no mínimo usarmos a máscara corretamente, higienizar as mãos, não aglomerar e manter o distanciamento. A sociedade também tem que ajudar. Cada um faz a sua parte, os governos, as empresas e a sociedade. Aí sim vamos vencer esta batalha.

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