Nossa homenagem aos pesquisadores

Neste segundo ano da pandemia, uma pergunta não quer calar: o que seria da humanidade sem o esforço conjunto de cientistas do mundo inteiro para descobrir vacinas eficazes de combate aos efeitos danosos do vírus?

Sem esses profissionais que atuam sempre na incerteza, não avançaríamos na conquista de novos tratamentos na medicina, na nanotecnologia e no estudo da biodiversidade, apenas para citarmos temas de impacto global.

Por isso que hoje, 8 de julho, Dia Nacional da Ciência e o Dia Nacional do Pesquisador Científico, prestamos nossa homenagem a esses guerreiros pela sua incansável dedicação nos laboratórios, nos institutos de pesquisa, nas universidades e nas empresas.

As datas homenageiam a criação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC, em 1948, há 73 anos, quando o mundo vivia o fim da Segunda Guerra Mundial. Um momento crucial para as nações, que viam a necessidade de incentivar a ciência para promover o desenvolvimento econômico e social.

O movimento ganhou ainda mais força com a criação, em 1951, portanto há 70 anos, de duas instituições: o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), respectivamente maiores instituições públicas de fomento à pesquisa e formação de professores desde então.

Porém, lamentável é constatar o corte sucessivo de recursos para tais instituições mesmo antes da pandemia. Sem verbas, muitos talentosos pesquisadores brasileiros têm migrado para o exterior, onde há mais ofertas e condições de trabalho. O próprio Governo Biden, nos Estados Unidos, prevê fortes investimentos em Ciência e Tecnologia para acelerar a recuperação econômica e fazer frente à China.

É inadmissível que o Brasil, Nação do Sol, terra de uma das maiores biodiversidades do planeta, viva de verbas minguadas para o setor. Precisamos investir em ciência – pura e aplicada, em inovações tecnológicas. Para trazer soluções às crises sanitárias, ambientais, na educação e na energia, por exemplo.

Nesse último caso, aportes maciços nas áreas de pesquisa e inovação em fontes alternativas como eólica, solar, biomassa e biogás fariam grande diferença no enfrentamento da nova crise hídrica. O exemplo serve para assinalar a importância da pesquisa na agenda governamental brasileira. Afinal, uma sociedade mais próspera e equânime passa, definitivamente, pela valorização dos nossos cientistas.

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