Novos Tempos entre Açores e Santa Catarina

Tomou posse o novo Presidente dos Açores, José Manuel Bolieiro. É um homem de convicções políticas e sociais firmes e chama atenção, sobretudo a sua capacidade conciliadora, calma, ponderada, lúcida de administrar e de concretizar.

Um perfil ideal para quem vai comandar um governo que tem por tripé a coligação de três partidos e o apoio de outros dois no parlamento. Assume a Presidência, depois de 24 anos de governo socialista (PS).

No seu discurso de posse alinhou as prioridades absolutas, as linhas norteadoras do plano de governo e as mudanças que vão acontecer nos Açores para o bem e o desenvolvimento do povo açoriano. Afinal, este foi o recado das urnas.

Prometeu uma sociedade justa e inclusiva: “eficácia, planeamento, competência, organização, civismo e solidariedade” e disse mais: “as pessoas estarão em primeiro lugar, porque não há progresso econômico sem uma melhoria significativa das qualificações profissionais e educação em geral.”

Com certeza, os ventos que sopram no Atlântico Norte trazem um novo tempo para as relações entre os Açores e Santa Catarina e muito especial à Florianópolis.

Desde o final dos anos 80 quatro presidentes açorianos visitaram Santa Catarina fomentando laços históricos e culturais. ​Em abril de 2018, José Manuel Bolieiro, visitou Florianópolis, como presidente da Câmara de Ponta Delgada, pelos 270 anos do povoamento açoriano.

Por onde passou deixou sua marca de fraternidade com a “nossa gente” açoriana e catarinense. Visitou a cidade da Pedra Branca, o Costão do Santinho, as obras sociais da IDES, as rendeiras e o Bar do Arante.

Esteve na Fiesc, com o governador do Estado e com o prefeito de Florianópolis, que há 17 anos é cidade irmã de Ponta Delgada. Assinou protocolos de intercâmbio com a Associação Catarinense de Imprensa, IHGSC e Academia Catarinense de Letras.

Vamos esperançar que um novo tempo há de renascer com parcerias de sustentabilidade e economia criativa, revitalizando laços culturais jamais rompidos. Pois, como bem afirmou José Manuel Bolieiro, no prefácio do livro Corpo de Ilhas “ a cultura açoriana universal – é “desterritorializada” e está em diversos tempos e espaços, espalhados pelo mundo da diáspora e na literatura de ontem e de hoje.” Bem Haja, Presidente!

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