O futuro é do espírito

Há uma grande energia que habita no universo (inteligência suprema). Não há efeito sem causa, logo, o nada não pode gerar outra coisa senão o nada. Nós, as criaturas, somos espíritos que se encarnam pela necessidade de progredir.

Os talentos são os bens – recursos recebidos (adquiridos alhures), para serem empregados em benefício próprio e de nossos semelhantes.
O tempo concedido é uma vida. Particularizando, revisita-se Mateus (7:13 e 14): “Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta da perdição e espaçoso o caminho que a ela conduz, e muitos são os que por ela entram. Quão pequena é a porta da vida! Quão apertado o caminho que a ela conduz! E quão poucos a encontram!”.

Decodificando, a ideia das portas é pertinente: a larga representa a da perdição (ociosidade) e a estreita a da salvação (trabalho) – Lei Natural, necessidade não só do corpo material, mas do espírito na medida em que nos faz expiar as imperfeições e aperfeiçoar a inteligência.

Em outras palavras, toda ocupação útil é trabalho, todavia, os que mandam são responsáveis pelo excesso de trabalho que denotam a seus subordinados.

Vejam! Numa sociedade corresponsável, o uso adequado da máscara social (papel que desempenhamos em diferentes esferas para garantir a adaptação social) possibilita-nos experimentar o ambiente de forma saudável.

Dado o cenário e corroborando com Charlie Chaplin “É paradoxal que a tragédia estimule o espírito do ridículo…”, por que não ao invés de enlouquecer, rir e nesse estado gerar fatos em ajuda mútua (superiores/subordinados), mesmo nos dias de “paradas” devido à pandemia?

Despertos, mais do que nunca, precisamos buscar “O pão nosso de cada dia…” – nutriente material (trabalho, alimentos, medicamentos…) e espiritual (fluido cósmico universal e seus derivados…), sem se deixar envolver pelas reduções do mundo.

O erro dos que mandam não é de agora, ao melindrar a base, correm o risco de perdê-la e serem reduzidos – “From heroes to zero”, uma vez que o anseio de trabalhar e alegria de viver é a regra – ninguém adquire sem trabalho/esforço o bem-estar.

Na subliminar: o povo não deve morrer nem ficar só, vez que hoje será ontem quando estivermos no amanhã. Que cada um faça um mea-culpa: realize um exame e responda a si mesmo para não perder a encarnação. O futuro é do espírito.

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