O homem e a ciência

Os estudiosos do pensamento dos imortais buscam o aval da ciência em suas observações, apesar de saberem que ela é devagar – vem provar vagarosamente o que se pensou e imaginou antes. Vejam! O sonho de voar – de Ícaro filho de Dédalo: a ciência mais tarde o realizou com o Dirigível Nº 6. O Sonho ir a Lua – de John F. Kennedy: a ciência mais tarde o realizou com a Apollo 11.

Em verdade, os que fazem ciência admitem que a mente (consciência) é uma entidade (energia) que não depende do corpo e do cérebro, para existir – aquilo que as religiões chamam de “alma” é mais do que uma questão de fé – é uma realidade científica. A partir daí, a humanidade espera da ciência que supere a sua dualidade com propósito de sermos unos.

Vejam! Ontem a ciência fez experimentos com a ovelha Dolly (nascida de uma revolução científica e social/clonagem) e passou a ser vista como vilã (cientista brincando de Deus). Hoje a ciência faz experimento com vacinas para a Pandemia (Covid-19) e passa a ser vista como respeitável.

Em face dualidade, sabe-se que a vida na terra se resume numa tríade: Religião (Sentir/Moral) – Filosofia (Viver/Ética) – Ciência (Saber/Lógica). Decodificando, estamos na vida, sabendo que dentro de cada um de nós há um piso mosaico, que vai além das dualidades (noite e dia, bem e mal, preto e branco, verdade e mentira, morte e vida…), disponível para o percorrermos e nele ir tão longe quanto cada um quiser e puder.

Friedrich Wilhelm Nietzsche coloca a superioridade da vida sobre a ciência, uma vez que a história encontra-se no estado de doença, dentro desta pretensão científica. A contradição entre vida e saber, se apresenta como um obstáculo: equalizar a dualidade entre teoria e método.

Construído o cenário, cabe a questão: A história é narrativa ou ciência? Ora! Em decorrência dos ditames da lógica e da razão, a linguagem da ciência é fria e objetiva, tão ciosa do seu status que mereceu destaque de Max Weber: “Especialistas sem espírito, sensualistas sem coração”.

Nada obstante, outros cientistas como Augusto Ruschi, permitiu que os índios realizassem a “pajelança” (tratamento de medicina popular) na tentativa de cura da contaminação do veneno de sapos (não confirmado na autopsia) – teve espírito e coração. O fim último é por escolha: o respeito ao homem acima da ciência.

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