O povo disse não!

Mesmo sob a ameaça do coronavírus e contrariando pedido do presidente Jair Bolsonaro para que não fossem às ruas, milhares de brasileiros participaram neste domingo de manifestações a favor do governo expressando indignação contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal.

Foi uma grande festa cívica o que se viu pelos quatro cantos do país e até no exterior. Uma manifestação democrática, pacífica, legitimando a vontade popular que elegeu Bolsonaro como condutor de um governo de mudança e de rompimento com o modelo esquerdizante que levou o Brasil ao caos.

As cores verde-amarelo coloriram as ruas e milhares de vozes entoaram o Hino Nacional em alto e bom som. Novamente o povo deu o recado à classe política, aos poderes e à grande mídia e a todos aqueles que tentam sabotar o projeto de governo de Bolsonaro.

Os brasileiros tiraram da garganta, com palavras de ordem patrióticas, a revolta de quem toma conta daqueles que desejam um novo Brasil, sem corrução, sem privilégios, menos desigual e mais justo para todos. As manifestações deste domingo não foram a favor de Jair Bolsonaro, mas a favor do Brasil.

O povo foi às ruas para dizer não. Não para os congressistas que estão traindo a confiança dos eleitores, mesmo aqueles que foram eleitos com o discurso de mudança e de renovação, mas que se aboletaram do poder em Brasília, sem abrir mão de nenhum benefício.

O povo disse não aos deputados federais e senadores que formam uma casta especial, rodeados do séquito de assessores, das verbas indenizatórias sem limite, do auxílio-mudança e da vergonhosa barganha para aumentar o Fundo Partidário.

Disse não aos congressistas que trabalham para interesses próprios, de sua família e de seus grupos políticos, menos para a maioria da população. Os brasileiros estão fartos dos salários generosos e caros para manter a máquina pública, ineficiente e cada vez mais inchada.

Foram às ruas, num domingo ensolarado na maioria das capitais, para dar um basta aos presidentes da Câmara Federal e do Senado que tentam impor ao país uma espécie de parlamentarismo, quase um governo paralelo, tentando entrincheirar o presidente Bolsonaro.

Os manifestantes disseram não às medidas provisórias engavetadas, que caducam por decurso de prazo propostas pelo governo Bolsonaro, mesmo aquelas de grande alcance social como a gratuidade das carteiras de estudante. Os manifestantes disseram não aos parlamentares quando desidratam o pacote anticrime do ministro Sergio Moro. Quando não colocam na pauta de votação as reformas, quando forçam o governo federal a negociar mais vantagens e poder para o Congresso, num truculento jogo político de toma-lá-dá-cá.

O povo disse não ao STF que permitiu que um ex-presidente, condenado e com uma grande ficha criminal, ganhasse a liberdade para passear por Paris, discursando seu ódio contra um governo legitimamente eleito. Uma suprema corte que não representa os brasileiros, que rasga a Constituição Federal ao sabor do casuísmo e dos interesses de plantão.

Um STF que derrubou a possibilidade de prisão em segunda instância, abrindo as portas para a impunidade. Que parece estar de costas para a sociedade, mas que também não abre mão de privilégios com cardápio à base de lagosta e vinhos finos e caros. Uma instituição cujos membros, pelos seus discursos descarados e despóticos, são alvos de ódio pelos brasileiros, que já não podem viajar de avião de carreira porque são alvo de protestos.

Os brasileiros que foram às ruas também disseram não à imprensa engajada, militante, que usa a sua audiência para tentar confundir a opinião pública, que joga contra e torce pelo insucesso do atual governo. Uma imprensa míope capaz de não enxergar os avanços e progressos, as mudanças necessárias para colocar o Brasil no caminho do futuro.

Para esta imprensa, os manifestantes também gritaram não! Principalmente, aos grupos de comunicação que não estão em sintonia com a sociedade, e que, a cada dia, perdem relevância por suas posições contrárias aos interesses nacionais. O que restou deste domingo, colorido e vibrante, foi uma grande e sonora vaia para aqueles que torcem contra, que estão impedindo o governo de governar.

O que se viu foi um Brasil sem medo a enfrentar o coronavírus e toda a forma de poder que contraria os interesses da maioria dos brasileiros, aqueles que ainda trazem no peito fé e esperança de melhores dias. O recado das ruas foi dado. Que a voz das ruas faça eco em Brasília, reverbere na Câmara e no Senado, para que os congressistas lembrem que a vontade do povo tem de ser ouvida e respeitada.

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