Ônibus: o falso vilão da pandemia

Sem qualquer diálogo, estudos ou informações mais consistentes, os ônibus foram eleitos os vilões da pandemia, em detrimento de outros tipos de transporte.

Do início da crise, em março de 2020, até os primeiros dias de 2021, 12% das empresas que utilizam estes veículos foram fechadas, de acordo com levantamento da Associação das Empresas de Transporte Turístico e Fretamento (Aettusc), a qual, com orgulho, presido desde outubro passado.

As restrições impostas ao segmento carecem até hoje de critérios técnicos. Por exemplo: como explicar a liberação de 100% da capacidade dos aviões enquanto, por longos meses, nossas empresas ficaram impedidas de operar, gerando falências e desemprego? E por que ainda temos reduzida nossa ocupação? Realmente, não faz qualquer sentido lógico.

As empresas de transporte turístico foram as primeiras a apresentar protocolos e procedimentos rígidos de segurança, sem qualquer contrapartida ou aceno do governo estadual para seu pleno funcionamento.

A imposição, irresponsável e sem qualquer embasamento, penaliza e discrimina não somente as empresas, mas os cidadãos de menor poder aquisitivo, que não têm acesso aos altos valores das passagens aéreas.

Sofremos com a ausência de passageiros e rodamos em média com 40% de usuários. Situação gerada por uma confusão de regramentos ditados pelos executivos federal e estadual e também pelos municípios.

Com a ausência de fiscalização, o cenário favorece, principalmente, os transportadores ilegais, as caronas compartilhadas e viagens por automóveis por meio de aplicativos, facilmente confundidos com um automóvel qualquer. Nestes casos, impera a aglomeração sem qualquer segurança.

O empresário que faz questão de atuar na formalidade e na legalidade é o maior penalizado. Os negócios do setor estão em situação crítica, com previsão de ainda mais desemprego e falências, infelizmente.

Como sempre, estamos abertos ao diálogo e para explicar todos os nossos procedimentos, de acordo com as normas aceitas em diversos países onde a pandemia se mantém sob controle.

Temos um histórico de respeito aos usuários e de serviços de excelência. Portanto, exigimos esta reciprocidade, em prol da saúde da população, da sobrevivência das empresas e dos postos de trabalho gerados.

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