Para não dizer que não falei da Covid-19

Prevenção, diagnóstico e tratamento precoce são palavras de ordem em todos os agravos possíveis na vida. Seja na natureza que nos cerca, no contexto da família, no trabalho, na sociedade, em nosso corpo e mente, tudo implica em riscos e requer atenção consciente – requer cuidados com o que se pensa, o que se diz e o que se faz. “Navegar é preciso, viver não é preciso” (Fernando Pessoa).

Navegar com cálculos pode ser exato, preciso, agora, viver não é preciso porque a vida é imprecisa, nada é absolutamente verdadeiro face às nossas limitações gerando como destino uma incógnita. Cada um de nós ou a sociedade que melhor pensa, melhor sabe, diz e faz pode ter um destino mais favorável.

Se tudo requer cuidados prevenir os infortúnios, os males, as doenças, afastar fatores de risco, a insensatez, fazer o diagnóstico e tratamento precoces evitando o que pior pode nos ocorrer, são leis naturais e morais na busca de equilíbrio nesta vida imprecisa.

Para tudo que nos aflige existe um tratamento mediato ou imediato, e não sendo acessível no momento, será encontrado com a busca inteligente, honesta e sensata da solução, afastando-se o que atrapalha o viver.

As doenças agudas têm um curso acelerado e se ameaçam a vida (psíquica e orgânica) exigem prevenção, diagnóstico nos momentos iniciais e tratamentos precoces já estudados, acadêmicos, testados e consolidados (se existirem) ou empíricos baseados nas experiencias existentes em situações semelhantes, nas observações argutas e relatos, no olhar clínico lógico, conhecendo e controlando os efeitos possíveis, visando evitar o máximo de danos e desfechos fatais até que a solução definitiva seja encontrada.

Não fazer nada existindo um possível benefício precoce, esperando um beneficio garantido (que necessita ser perseguido) para uma situação aguda é ficar totalmente à mercê e aceitar uma possível dor total. É exigir que tudo na vida seja exato e preciso. Ledo engano e purismo perigoso que pode encurtar vidas.

Na Covid-19 (doença aguda com risco letal) a utilização precoce, com indicação e acompanhamento médico, da Hidroxicloroquina associada a Azitromicina e Zinco encontram sustentação técnica na falta de um tratamento consolidado. Não tratar não tem sustentação ética porque fora isto, morrer sem nenhuma ação também não tem respaldo cientifico.

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