Porque o futebol não deve parar

Estamos vivendo novamente um debate sobre o cancelamento das competições oficiais do futebol, como se fôssemos responsáveis pela transmissão da Covid-19.

Já provamos no ano passado que conseguimos manter a segurança de todos os profissionais que trabalham com o futebol graças aos rigorosos cuidados que implementamos, unindo as equipes médicas dos clubes com as autoridades da saúde.

Só no Estadual da Série A do ano passado realizamos muito mais que mil testes nos jogadores, comissão técnica e demais colaboradores para detectar a presença do novo coronavírus. Fizemos o que parecia impossível e retomamos o show do futebol, preservando, ao máximo, a integridade de todos.

A mesma preocupação continuou nos jogos do Campeonato Catarinense das séries B e C, e a Copa Santa Catarina de 2020, promovidos pela Federação Catarinense de Futebol. E estamos fazendo tudo novamente, na Série A deste ano.

Se no ano passado, fomos protagonistas do movimento pelo retorno dos Estaduais, este ano o movimento é nacional. A CBF se reuniu essa semana com a Associação Nacional dos Clubes de Futebol para debater a continuidade do futebol em todos os Estados e, por unanimidade, foi decidido que a bola deve continuar rolando no Brasil. E porque decidimos isso?

São vários os motivos, mas destaco dois que foram apresentados pela própria CBF: a disputa das competições de futebol estaduais e nacionais, sem a presença dos torcedores nos estádios, ocorre em um ambiente seguro e controlado, continuamente monitorado por meio de testes e inquéritos epidemiológicos, seguindo protocolos de segurança; a CBF aplicou até este momento quase 90 mil testes, com taxa de positividade de apenas 2,2%, e estudos científicos elaborados por médicos especialistas atestam que não houve contágio entre os jogadores durante as partidas;

Por tudo o que já fizemos, reforço que do ponto de vista do auxílio no enfrentamento à pandemia, o futebol sem público nos estádios e transmitido ao vivo em diversas plataformas oferece uma opção de entretenimento em casa, auxiliando as autoridades em suas campanhas para evitar aglomerações.

Ou seja, em vez de culpá-lo, devemos defender a manutenção do futebol profissional, que neste período de pandemia está ajudando o país, trabalhando em harmonia com as orientações das autoridades sanitárias dos estados e cidades onde ocorrem as partidas.

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