Rodrigo de Haro

Num depoimento que eu gravei há uns três anos atrás com o pintor Rodrigo, ele me revelou que o meu pai frequentava a casa da família de Haro. O pai Martinho e o filho Rodrigo, contribuíam com os seus desenhos nas capas da Revista Sul. As edições  eram em PxB.

A gravação foi para o documentário “Professor Aníbal”, que tento finalizar com o aluno Pedro Medisch. Rodrigo relatou coisas belíssimas para um filho ouvir sobre seu pai.

Acho que já admiro o pintor e sua obra, desde quando eu não era ainda nascido e meu pai participava dos círculos artísticos da Ilha. Rodrigo é no fundo um grande intelectual e humanista, como o meu pai.

Depois que me tornei gente, pude comprovar minha premonição. Rodrigo é realmente bom nos traços, nas cores e nos textos. Domina a imagem e a palavra. A obra de Rodrigo de Haro, seus poemas e textos, suas pinturas e mosaicos,  revelam as riquezas e o estofo cultural desse artista múltiplo e extremamente sensível, o qual na sua maturidade profícua   –  dos altos das suas 8 décadas de vida – nos apresenta uma obra profundamente instigante e criativa.

Dois exemplos dessa magnitude e dimensão artísticas são os maravilhosos painel do pai Martinho de Haro e o mosaico do filho Rodrigo, na Universidade Federal de Santa Catarina. Passo por ali diariamente e nunca consigo deixar de observá-los.

Cada olhar atento é uma descoberta nova. As vezes tento imaginar quantas histórias essas obras já contaram; quantos olhos já as admiraram; quantos objetos de divulgação da Universidade e de fora dela, essas obras já enriqueceram; quantas reportagens e filmes – inclusive os meus – já os utilizaram como cenário. Isso é vida, é  arte, é história de Santa Catarina….  eternamente Rodrigo de Haro!

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