Saída para evitar o colapso do sistema

No combate ao coronavírus, Santa Catarina já perdeu mais de 7 mil vidas, um número que pode aumentar ainda mais, se a população não colaborar com todos os esforços das autoridades públicas, das entidades representativas da Saúde e dos profissionais que lutam arduamente na linha de frente há quase um ano, sem trégua.

Não podemos aceitar que a sociedade jogue a responsabilidade para os governos e hospitais. Não podemos admitir a isenção dos cidadãos, que são um dos principais atores pelo descontrole da pandemia. O sistema hospitalar opera no limite de suas forças, apesar da ampliação de leitos e da contratação de equipes. O volume assustador de novos casos, gera um momento caótico no sistema, atingimos o pico da doença.

Precisamos contar com a sensibilidade da população, pois só através do distanciamento social, poderemos garantir que vidas sejam preservadas. Este é o momento de evitarmos toda e qualquer forma de aglomeração, precisamos denunciar os eventos clandestinos, precisamos estar vigilantes. Este não é o momento de celebrações, é o momento de obedecermos os decretos estaduais, e as diretrizes dos municípios, para preservarmos um número maior de vidas.

A rede privada e filantrópica de Santa Catarina, é responsável por 70% dos atendimentos SUS em Santa Catarina, toda essa rede está operando no limite, nem mesmo abrindo novos leitos, conseguiremos dar uma resposta rápida à população, pois neste momento uma das grandes dificuldades é encontrar profissionais disponíveis para atuar neste cenário crítico. O momento é de união, precisamos nos focar no cumprimento das regras, senão teremos uma guerra perdida.

A Federação dos Hospitais de Santa Catarina atua em parceria com o governo no estado no combate à pandemia desde março de 2020, temos uma cadeira cativa no Coes, acompanhamos de perto todas as decisões que estão sendo tomadas, e podemos dizer que o governo tem atendido até o momento as reivindicações dos hospitais, principalmente com a garantia de repasses de recursos, evitando que ocorra qualquer descontinuidade nos atendimentos. Diante deste cenário, os hospitais estão fazendo sua parte, o governo também, precisamos do comprometimento agora da população, para que o número a ser celebrado seja de vidas salvas e não de vítimas.

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