Turismo e vacina: vitória do trabalho sério

Em 10 de dezembro, liderando uma comitiva de prefeitos de Santa Catarina, reunidos pela Federação Catarinense de Municípios, estive no Instituto Butantan, no primeiro ato público de adesão à CoronaVac, a vacina do Brasil. Depois disso, felizmente, diversas outras iniciativas foram empreendidas.

No último domingo, com a aprovação da vacina pela Anvisa, a emoção que sentimos foi enorme. Porém, não imaginem que foi surpresa ou algo assim. Milagres, conceitualmente, são efeitos sem causa. Neste caso, o milagre paulista tem nome e sobrenome: trabalho com responsabilidade.

Há meses, sob liderança do Governador João Doria – não devemos esquecer nunca, homem do Turismo — teve início o trabalho de produção de uma vacina para um vírus até então desconhecido — e o que seria feito em anos precisou ser contado em meses.

Paralelo a isso, por meio do Plano São Paulo, o Estado veio tomando medidas amargas e necessárias de contenção da evolução da pandemia. No trade e, particularmente, na aviação comercial, há uma frase que poderia ser usada ao exemplificar a importância de tantas frentes de trabalho simultâneas: um avião nunca cai por apenas um motivo. É isso.

Ao evitar a proliferação do vírus no Estado e pelo Brasil, por um lado, ao abrir linhas de crédito, por outro, e ao trabalhar incansavelmente na produção da vacina, São Paulo fez gestão do desconhecido com precisão e responsabilidade. O inverso dos maus exemplos que vieram de Brasília. E foi assim que o avião não caiu.

A aprovação da CoronaVac, com uma quantidade inicial já em solo brasileiro para os profissionais de linha de frente, e a produção acelerada no Instituto Butantan, historicamente a fonte da maioria das vacinas do País, mostram finalmente um horizonte positivo para a volta da normalidade. Porém, é sempre bom lembrar: ainda precisaremos usar máscaras, usar álcool gel e manter o distanciamento.

A vacina do Butantan, assim como as demais, significa segurança, em breve, para o retorno das atividades de Viagens&Turismo, tão penalizadas pela Covid-19. Aqui faço um apelo às empresas do setor: vamos manter a união e a busca de soluções onde, no início, muitos só enxergavam o problema.

Ainda não temos ou teremos todas as respostas para o reinício, mas isso não pode ser visto como falha, mas sim como a busca pelo momento adequado e seguro.

O sucesso do trabalho do Instituto Butantan mostra que o Brasil não está quebrado, que povo brasileiro tem valor, e que a persistência e o afinco da ciência saíram vitoriosos, uma vitória do trabalho sério. Parabéns e muito obrigado a todos os técnicos do Instituto Butantan e da Fiocruz.

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