Vacina e a carga de falhas

Tudo no universo começa num dia. Ontem Sócrates deliberou sair de si mesmo, mostrando alguns aspectos da verdade e imortalizou-se. Colombo resolveu empreender a viagem ao mundo novo e desvelou o caminho para América. A missão de Jesus começou para humanidade no dia da manjedoura.

O mistério dos Apóstolos foi homologado pelos Poderes Divinos, naturalmente, no dia de Pentecoste (descida do Espírito Santo). Madalena era estranha mulher, possessa por demônios, um dia ofereceu-se à virtude e inscreveu seu nome na história, figurando no cânone das almas inesquecíveis. Como se verifica tudo depende da atitude na intimidade do tempo, pois, o amanhã será o que hoje projetamos (ser o que se deseja).

Particularizando, neste terceiro milênio (Século 21), a humanidade se depara com uma doença causada pelo coronavírus – COVID-19 (SARS-CoV-2), com espectro clínico variando de infecções assintomáticas a quadros graves – agora, com nova cepa que sofreu mutações (variantes) e um diferencial: ela afasta-nos de quem amamos (por medo da morte pelo contágio).

É! Vidas estão sendo ceifadas, algumas em tenra idade, com dor nas famílias: a nossa perdeu em 2020 o Primo (Ariel Abreu), o Cunhado (Fernando Conceição) e a Tia (Helena Martins). Neste instante cabe a questão: Qual a razão de ser da doença?

Considerando o complexo humano (Aura/campo energético; Períspirito/corpo astral; Duplo Etérico/corpo vital; Corpo Físico/matéria objeto da dor; e Espírito/princípio inteligente) e o desenvolvimento da vida se dando em dois planos (encarne/terra; e desencarne/espiritual), a doença que se manifesta no corpo físico tem origem no corpo espiritual, sendo resultante das transgressões das Leis Naturais, ligadas ao nosso crescimento físico, mental, emocional e espiritual.

Em outras palavras, a dor (oriunda da doença) é a reação da nossa ação – um instrumento do progresso na medida em que compensamos. Como a vacina da ciência – que vem provar o que pensamos e imaginamos antes, a religiosidade e espiritualidade são outras formas de enfrentamento da dor, pois, reduzem o estresse e amansa-nos para o amor.

Agora, fica clara a convocação de Jesus à perfeição: conhecia a carga de falhas e deficiências de que estamos ainda debilitados perante a contabilidade da vida. Todos ao preciso burilamento – a cada dia, uma conquista.

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