Vivendo a Infância na pandemia

A Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) estabeleceu o dia 24 de agosto como o Dia da Infância com o intuito de promover uma reflexão sobre as condições de vida das crianças de todo o mundo. Então, do que uma criança precisa em sua infância?

Eu poderia afirmar que basicamente daquilo que nós adultos geralmente consideramos muito pouco, desnecessário ou inútil. Uma tampa de panela e uma colher viram música em um tambor, assim como os livros são verdadeiros portais para o lúdico, transportando a criança para um mundo imaginário.

O problema é que muitos dos adultos esqueceram que foram crianças, que tiveram infância, onde uma caixa de papelão, uma lata de sardinha, ou uma lata de leite em pó tinham inúmeras possibilidades, ou seja, o céu era o limite.

Vamos olhar positivamente para a pandemia de Covid – 19 que estamos enfrentando neste momento, pois não há outra alternativa.

Para muitas famílias a quarentena foi essencial para se reencontrarem, e, sem dúvidas, a história da infância de muitas destas crianças serão um jardim colorido com inúmeras memórias afetivas.

A infância é a fase mais querida e lembrada por todo o resto da vida, onde tudo é brincadeira.

Se a sua infância foi assim, agradeça. Mas, infelizmente a realidade de muitas crianças, no Brasil e no mundo, passa longe do cenário pintado acima.

As famílias têm que ter a percepção aguçada para o acolhimento das dores das crianças, pois é o papel dos adultos, e muitas vezes sinônimo de lembrar que as crianças são seres em formação que nem sempre sabem comunicar como e por que sofrem.

Para conseguir fazer isso com a criança, é preciso que o adulto faça isso consigo. Ou seja, a melhor forma de cuidar da criança é cuidando primeiramente de si mesmo.

É importante que os pais se observem e se fortaleçam, para poderem transmitir para a criança tanto a preocupação necessária diante da pandemia, para que ela não se coloque em risco e entenda a necessidade do isolamento social, quanto a segurança de que ela está sendo cuidada e também, se possível, aproveitar o momento de crise não apenas para impedir o prejuízo emocional, mas para fomentá-lo, construindo novos recursos psíquicos, vivendo a infância.

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