40 anos da síndrome

Em um 1o de dezembro, há 40 anos, era descoberto o primeiro paciente com Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) no Brasil, doença provocada pela queda de imunidade no organismo provocada pelo vírus HIV. Logo o clima de terror diante do desconhecido se instalou.

Gerações criadas com o advento da pílula, do movimento hippie e do sexo livre se viram de repente assombradas com o risco de uma doença sem cura e que viria mudar os padrões de comportamento. De 1981 até o momento, houve grande evolução para o tratamento da doença e a prevenção do vírus.

A ciência trabalhou, e muito, para que os portadores do HIV pudes-sem levar uma vida normal. Fazendo o tratamento cor-reto com os antirretrovirais, no Brasil todo coberto pelo SUS (Sistema Único de Saúde) – país referência no tratamento e na prevenção – é possível viver bem e com saúde.

Os avanços obtidos nestes 40 anos impactaram positivamente na prevenção e no tratamento, mas a busca por uma vacina preventiva e uma cura para os infectados continua sendo essencial e muito difícil de ser alcançada.

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 920 mil pessoas vivem com HIV hoje no Brasil, com um decréscimo de 18,7% na detecção de Aids entre os anos de 2012 e 2019, assim como uma queda de 17,1% na mortalidade entre 2015 e 2019.

Atualmente, a maior concentração de casos no país está entre os jovens de 25 a 39 anos, com 492,8 mil registros até 2019, o que reforça a importância da prevenção e da busca pelo diagnóstico precoce e tratamento da doença. Porém, a prevenção ainda é o melhor caminho.

Apesar da espera por uma vacina, o desenvolvimento de medicamentos para melhorar a qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV ou Aids continua.

Também o preconceito em relação aos portadores diminuiu com o passar do tempo, à medida que medicamentos mais eficazes foram surgindo, e hoje se pode encontrar pessoas como a jornalista Letícia de Assis (veja reportagem na página 3), que resolveu assumir sua condição para dar exemplo às pessoas e mostrar que conviver com o vírus e levar uma vida normal é possível.

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