A agricultura urbana tem valor

O avanço das cidades na Grande Florianópolis não conseguiu acabar com a agricultura familiar ou agricultura de subsistência. Entre os prédios e condomínios, os agricultores resistem e ajudam alimentar os vizinhos. A atividade, mesmo diante do crescimento do valor das terras, por conta do desenvolvimento imobiliário, ainda se mostra viável e importante. Sem a chamada agricultura urbana, teríamos que ir buscar frutas e hortaliças em geral muito mais longe e a um custo muito mais alto e com muito menos qualidade. Quem ainda permanece na atividade e resiste em vender as propriedades para a construção de condomínios, precisa ser valorizado.

Em Forquilhas, Sertão do Maruim, Colônia Santana e Mariquita, em São José, os agricultores também contam com o apoio do município, por meio da secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação. O trabalho da prefeitura é fundamental para manter a atividade, especialmente no quesito organização dos produtores e oferta de novas oportunidades. Sem o município, fica complicado, por exemplo, comprovar o uso das áreas para a agricultura e consequentemente conseguir crédito para o custeio da atividade.

No ano passado, São José também criou o Serviço de Inspeção Municipal, que é outro sistema de apoio à produção agrícola. Com ele os produtores rurais podem promover a industrialização de produtos como queijos, carnes, mel e conservas, para agregar valor ao que cultivam. Sem ele, eles dependeram da Vigilância Sanitária Estadual e da Inspeção Federal, o que encareceria esse processo e contribuiria para que os agricultores reduzissem seus ganhos e consequentemente abandonassem a atividade. Assim como a pesca artesanal na nossa região, a agricultura familiar e porque não dizer urbana, tem seu valor.

+

Editoriais