A atenção que Santa Catarina merece

Em meados do mês de março, a Fiesc (Federação das Indústrias de Santa Catarina) divulgou levantamento apontando que o Estado arrecada para a União 47 vezes mais do que sua demanda anual por investimentos federais em infraestrutura. Somente no ano passado, foram enviados para Brasília R$ 69,8 bilhões em impostos.

Já a contrapartida da esfera federal foi de R$ 471 milhões, quando, segundo a Agenda Estratégica da Fiesc, é necessário pelo menos R$ 1,4 bilhão por ano para conclusão de obras estratégicas federais no Estado, como as BRs-470, 163, 282, 280, acessos aos portos e aeroportos e avançar com projetos de ferrovias.

Por isso, justamente no dia em que o presidente Jair Bolsonaro visita o Estado, mesmo que sua agenda esteja focada no Oeste do Estado, mais especificamente em Chapecó, cidade que se tornou o epicentro da pandemia no Estado entre os meses de fevereiro e março, mas que depois de 14 dias de lockdown e graças a investimentos em uma estrutura de enfermaria conseguiu reduzir os casos, a sociedade catarinense clama por uma atenção proporcional à confiança depositada em Bolsonaro nas urnas em 2018, quando Santa Catarina figurou tanto no primeiro como no segundo turno como o 2º em maior votação proporcional ao presidente.

Outro aspecto que também tem desagradado os catarinenses é a falta de atenção ao Aeroporto de Navegantes. Este terminal, juntamente com o de Joinville, está incluído em lote de mais oito que vai a leilão hoje, pelo Ministério da Infraestrutura, para serem entregues à iniciativa privada por meio de concessão.

Detalhe: o governo federal ignorou reivindicação do Estado e retirou da futura concessionária a obrigatoriedade de construir uma nova pista no Aeroporto de Navegantes, obra que já estava em andamento nos dois sentidos. A paralisação da obra, além de não atender a uma necessidade também representa desperdício do dinheiro público.

Zelar pela boa gestão de um projeto importante para a economia e até agora sob responsabilidade do poder público é prioridade de todos os bons administradores.

E compactuamos com a percepção da Fiesc de que se o governo federal investir no desenvolvimento da infraestrutura de transporte e na logística de Santa Catarina, o Estado poderá contribuir ainda mais com a arrecadação nacional de impostos

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Editorial

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