À beira do colapso

Após quase um ano, chegamos a um momento crítico no enfrentamento da pandemia da Covid-19. O avanço do número de casos ativos, de pessoas internadas nas UTIs dos hospitais públicos e privados de Santa Catarina e de mortes coloca todo o sistema de saúde à beira do colapso. Pacientes, que esperam por leitos de UTI, estão sendo transferidos para o Espírito Santo.

Apesar dos esforços das autoridades municipais, estaduais e federais, ampliando o número de leitos de enfermaria e de UTI para o acolhimento de pacientes com Covid-19, as ações parecem insuficientes para controlar a pandemia. Nem mesmo a vacinação, ainda tímida no país, parece frear o ímpeto da doença, que continua atingindo recordes todos os dias.

A solução encontrada pelo governador de Santa Catarina, Carlos Moisés, foi decretar lockdown por dois finais de semana seguidos, como tentativa de reduzir o contágio de pessoas e aliviar a situação nos hospitais. Mas para essa medida dar certo e causar o impacto que se espera, é preciso haver a conscientização de toda a população. Não foi o que se viu no primeiro fim de semana de fechamento.

De nada adianta proibir o acesso do público a casas de espetáculos e bares se pessoas promovem festas particulares clandestinas, com incentivo à aglomeração. O lockdown é uma medida drástica, mas que se mostra necessária neste momento.

Se tiver de sair de casa, faça isso sozinho, sem levar filhos, pais, esposa ou marido. Estudos comprovam que a forma mais eficaz para evitar o contágio é fazendo a correta higienização das mãos, usando máscaras e mantendo o distanciamento social.

Essa postura é fundamental no combate à pandemia e pode fazer com que médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, profissionais que atuam na linha de frente da Covid-19 há quase um ano, ganhem fôlego para superar o desgaste físico e mental e continuar lutando pela preservação de vidas. Temos uma missão, que é permanecer em casa e ficar longe das aglomerações. Vamos nos esforçar para cumprir.

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