A concessão do Rita Maria

Ocioso, elefante branco, subutilizado, abandonado, esses foram apenas alguns dos adjetivos colhidos pela reportagem do Notícias do Dia, na tarde de ontem, sobre o Terminal Rita Maria, no Centro da Capital. A estrutura faz tempo merece mais atenção e um melhor aproveitamento do que foi criado para ser o portão de entrada da Florianópolis. A concessão para a iniciativa privada, proposta pelo governo do Estado, chega em boa hora. O ND há tempo vem alertando para essa e outras necessidades do local. Os comerciantes e funcionários da região falam em problemas como a falta de segurança e de atrativos para que as pessoas circulem pelo local e não apenas entram e saiam para embarcar ou buscar um visitante ou familiar.

A concessão pode transformar o local, criando esse espaço de convivência com o qual todo o cidadão da Capital e da região tanto sonha, sem a necessidade de investimento de dinheiro público. Mas precisa pensar também a questão da mobilidade urbana e a possibilidade até de construir um novo terminal em outro local, que não obrigue os ônibus interestaduais e intermunicipais a atravessarem as pontes e entrarem na Ilha. E porque não se integrar à São José, que também tem um projeto para implantar um terminal, acabando com o ponto de parada na avenida Josué di Bernardi? O terreno onde está o terminal hoje, uma das áreas mais nobres da Capital, teria condições de abrigar uma série de outros empreendimentos.

Se instalada antes das pontes, no Continente ou em São José, a estação rodoviária ainda poderia se integrar o sistema de BRTs proposto para a Rede Metropolitana de Transporte Coletivo e às novas linhas de ônibus pensadas para São José e Palhoça, atendendo de fato toda a região. Essa integração à mobilidade urbana agregaria modernidade à Capital e à região, redimensionando o tamanho do terminal e suas estruturas de atendimento à população.

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