A cultura da prevenção

Criada no início de janeiro pela 30ª Promotoria de Justiça da Capital, a força-tarefa sobre a situação de equipamentos públicos começa a ter seus primeiros resultados conhecidos. Os laudos do ginásio Carlos Alberto Campos, do trapiche de Coqueiros e do conjunto de passarelas do CIC (Centro Integrado de Cultura) foram apresentados ao Ministério Público na semana passada.

Conforme os documentos do Crea e da Defesa Civil municipal, o trapiche e as passarelas estão com problemas de estrutura. O diagnóstico vai embasar uma
notificação a ser encaminhada pelo promotor Daniel Paladino à Prefeitura de Florianópolis. São duas as alternativas consideradas: interdição ou demolição das estruturas.

O trabalho que vem sendo feito sob a liderança do MPSC começa a ter efeitos práticos positivos, com uma radiografia sobre os bens públicos e determinações para a solução dos problemas – e  consequentemente,
garantia de mais segurança aos usuários. Fosse esse o único objetivo, a iniciativa já mereceria aplausos. Mas o projeto vai além, ao provocar
uma reflexão sobre a falta de cultura de prevenção dos órgãos públicos sobre as obras que são entregues à população.

O exemplo das duas pontes Colombo Salles e Pedro Ivo Campos, em Florianópolis, é emblemático. Que a pressão do MPSC, que cumpre com seu papel na defesa dos interesses da coletividade, mude esse paradigma no serviço público, que historicamente negligencia a manutenção, causando desperdício aos cofres públicos e trazendo insegurança à população.

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