À espera da imunização

A aflição da sociedade nestes quase nove meses de pandemia, com isolamento social, restrições e protocolos sanitários, vai arrefecendo à medida que as notícias divulgadas sobre a vacina contra a Covid-19 são cada vez mais esperançosas.

A chegada de uma vacina segura, eficiente e de excelência é o desejo de todos. Afinal, grande parte da população está cansada de toda essa situação. Mas nem por isso podemos “baixar a guarda”, reduzir os cuidados necessários para evitar o contágio. O país entra em uma nova fase, com aumento do número de casos. Em Santa Catarina, também se vê um crescimento de casos e mortes. É preciso perseverar.

A volta do tão aguardado “normal” será um respiro em meio a um turbilhão pelo qual passamos. Ninguém mais quer medidas restritivas ou um novo lockdown. Um alento veio na terça-feira (1º), quando o Ministério da Saúde anunciou um plano preliminar de vacinação no Brasil.

As doses serão distribuídas em quatro fases, priorizando diferentes grupos da população. A preferência de imunização será para profissionais da saúde, idosos, professores, profissionais das forças de segurança e pessoas com comorbidades. Ainda não há data para início da aplicação, até porque não há um imunizante contra o coronavírus aprovado em território nacional.

A estratégia do ministério será a de não obrigatoriedade da vacina, pois a ideia é trabalhar com campanhas de conscientização. Nem seria preciso aventar essa hipótese de obrigatoriedade, pois a população quer estar imune o mais rápido possível.

Se a eficácia das vacinas em produção for comprovada, o mundo estará próximo de dar um grande passo para vencer a Covid-19. Poderemos enfim sair do estado de pandemia. Por enquanto, nos próximos meses máscaras, álcool gel e bom senso serão nossas companhias.

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