A esperada licitação da rodoviária

O governo do Estado tenta, há mais de três anos, por meio de licitação, passar a administração do Terminal Rodoviário Rita Maria para a inciativa privada.

Em diversas reportagens produzidas pelo Grupo ND ao longo dos anos, o que mais se ouviu dos frequentadores foram palavras que retratam a dificuldade do Estado em administrar, manter e revitalizar a rodoviária de Florianópolis: ocioso, elefante branco, subutilizado e abandonado.

A estrutura de 15,7 mil metros quadrados faz tempo que merece mais atenção e um melhor aproveitamento. O portão de entrada da Capital precisa ser repaginado.

Desta vez, a concessão está mais perto de sair do papel. Ao todo, quatro empresas haviam sido habilitadas a estudar o processo de concessão na modalidade PMI (Procedimento de Manifestação de Interesse) e duas formalizaram as propostas. Simart, da Bahia, que opera mais de 35 estações rodoviárias em todo o Brasil, e Valiya, de São Paulo (SP), empresa que desenvolve projetos para aeroportos da Infraero.

São grupos empresariais que têm experiência na área, e seja qual for o vencedor, o terminal estará em boas mãos. O anúncio da escolha da empresa está previsto para a primeira quinzena de junho. A mudança na administração precisa ser o mais urgente possível.

Comerciantes e funcionários da rodoviária falam em problemas como falta de segurança e de atrativos para que as pessoas circulem pelo local e não apenas entram e saiam para embarcar ou buscar um visitante ou familiar. Antes da pandemia, o movimento chegava a 7.000 pessoas por dia na baixa temporada, enquanto na alta temporada passavam pela rodoviária cerca de 15 mil pessoas.

A concessão pode transformar o local, criando esse espaço de convivência com o qual todo o cidadão da Capital e da região tanto sonha, sem a necessidade de investimento de dinheiro público. Esse será um dos desafios da empresa que irá administrar prédio projetado em 1976 por dois arquitetos uruguaios para ser um marco da arquitetura de Florianópolis.

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