A esperança vem da ciência

Desde o início do ano, quando o novo coronavírus foi identificado na China, cientistas e pesquisadores de todo o mundi se debruçaram sobre o vírus. À medida em que avançam os estudos da origem e da evolução do novo coronavírus, mais impressionantes são as informações divulgadas. A notícia mais recente é daqui de Florianópolis.

Um grupo de cientistas da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), da universidade de Burgos, na Espanha, e de uma startup, detectou a presença do vírus em amostras colhidas no esgoto da Capital, isso no dia 27 de novembro de 2019, 66 dias antes da confirmação do primeiro caso nas Américas.

O novo coronavírus já circulava, embora fossem desconhecidos seus sintomas e efeitos. Apesar de confirmada a presença do vírus, não há motivo para pânico entre a população, garantem os estudiosos. “O esgoto só é uma representatividade do que já tem na população”, afirma a professora Gislaine Fongaro, da UFSC. algumas pessoas podem ter ficado doentes no período em que as amostras foram coletadas e os sintomas serem atribuídos a outras doenças.

Agora, os pesquisadores trabalham no sequenciamento do genoma completo do vírus encontrado nas amostras. Com o resultado, pode ser possível traçar como o vírus chegou a Florianópolis. Conforme a OMS (Organização Mundial da Saúde), o primeiro caso de coronavírus no mundo foi relatado em 8 de dezembro de 2019, na província de Hubei, na China. Em 11 de janeiro, mais de um mês após os primeiros casos, foi confirmada a primeira morte. No Brasil, o primeiro caso foi confirmado no dia 26 de fevereiro.

Na outra ponta, outros milhares de pesquisadores correm contra o tempo para descobrir a vacina contra o novo coronavírus. Há em todo o mundo, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), ao menos 130 estudos de vacinas contra a Covid-19 em andamento, com dez já em fases adiantadas.

Enquanto estudiosos se desdobram para descobrir a cura, a sociedade se apega à solidariedade de quem não se cansa de ajudar os necessitados e à coragem daqueles que estão na linha de frente no combate ao vírus, no atendimento aos doentes e na limpeza das cidades. E os cuidados com a higiene pessoal continuam sendo fundamentais. O vírus é uma ameaça real. Não podemos nos descuidar

 

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