A gangorra da Covid-19

O acompanhamento sobre o cenário epidemiológico de Santa Catarina revela que a região da Grande Florianópolis foi a única a ter redução do número de casos ativos da Covid-19 ao longo do mês de maio.

De acordo com o último boletim divulgado pelo governo estadual, 1.480 pessoas com teste positivo estão em acompanhamento atualmente, revelando uma curva descendente de infeção pelo coronavírus.

A avaliação preliminar é que a melhoria do quadro é resultado da adesão coletiva às medidas de prevenção – como uso de máscara, distanciamento e isolamento social – e ao avanço do plano nacional de imunização contra a Covid-19. Apesar de positiva e alvissareira, a notícia deve ser analisada com cautela pela população e pelos gestores públicos.

O histórico dos últimos 14 meses mostra que a tendência é de relaxamento dos cuidados em períodos com menor número de casos e que esse comportamento leva, inevitavelmente, a uma nova onda da doença – preocupação que já vem sendo levantada por autoridades sanitárias do Estado.

O próprio governador Carlos Moisés fez um alerta nesse sentido durante evento oficial no Sul do Estado, sexta-feira. Essa montanha russa da pandemia, que acontece desde o início da pandemia, é perigosa e precisa ser neutralizada.

O cronograma de vacinação tem contribuído claramente para a diminuição dos casos nos grupos considerados prioritários, mas há outros fatores que precisam ser considerados.

Enquanto a grande maioria da população ainda não estiver imunizada não há outra alternativa a não ser a manutenção de rigor nos protocolos. É o único caminho para a preservação das vidas e da combalida economia.

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