A hora é de estimular

Pertencentes a um dos segmentos mais impactados com as medidas restritivas e de distanciamento social impostas pela pandemia, ainda sofrendo as consequências do esvaziamento e dos horários mais restritos de funcionamento, os bares, restaurantes e afins estão sendo novamente penalizados, segundo a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes).

O problema agora é que neste momento de esperança com a chegada da vacina contra a Covid-19, quando pensaram que iriam conseguir retomar as atividades depois de submeter-se a todas as adaptações e determinações sanitárias, agora os empresários se veem diante de um inexplicável aumento de carga tributária para o setor de alimentação fora do lar.

A decisão certamente é contraditória, pois ela surge justamente quando os turistas vieram em bem menos quantidade, as chuvaradas das últimas semanas inibiram aqueles que ignoram o “fique em casa” a sair e todas as cidades catarinenses que são destinos preferidos no Carnaval cancelaram desfiles e concentrações públicas.

Além do Carnaval e demais festas e eventos cancelados, outro reflexo da pandemia, também respaldado em pesquisas, aponta mudança no comportamento do consumidor. Estimulada a comer e beber no aconchego do seu lar, a população aderiu a esta nova rotina.

Então, o questionamento que os empresários fazem agora é se é justo, no momento em que o governo do Estado comemora arrecadação recorde de R$ 3 bilhões, justamente aumentar a tributação de quem mais teve perdas.

Esta prática, destaca a Abrasel, acaba por desestimular o crescimento das pequenas empresas, que ao migrar do Simples enfrentariam a alta na
carga tributária, e acaba por desestimular o investimento de empresas de fora em Santa Catarina, caso de uma grade rede internacional que desistiu recentemente de investir no Estado

Então, não é exagero a afirmação de que a medida penaliza o crescimento do setor de entretenimento, aumentando o endividamento e trazendo como reflexos, além da alta dos preços para o consumidor final, também o desemprego, uma realidade que somente neste ano já provocou a redução de 80% dos empregos gerados, o que representa 21 mil vagas fechadas, que poderão chegar a 40 mil no fim da temporada.

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