A juventude e o Centro Histórico

A solução para a concentração de pessoas após o fechamento dos bares na parte leste do Centro Histórico vai além da criação de regras e ação ostensiva da Polícia Militar para fazer valer a Lei do silêncio. A presença de jovens das mais variadas idades, ao ar livre, interessados em interagir e conversar com outros jovens, mostra a necessidade de investimento em opções de cultura popular na Capital. Espetáculos de teatro, shows de baixo custo, exposições e feiras são bem-vindas e poderiam ser instalados ou realizados nos mais diversos lugares da cidade, inclusive na parte histórica do centro.

Trata-se de um nicho de mercado pouco explorado ou não explorado de forma suficiente, que pode trazer tanto benefício quanto os grandes eventos e espetáculos que já acontecem na cidade, mas que têm um custo mais alto e estão focados também no visitante, no turista que recorre a Florianópolis. Ainda assim essas opções precisam estar dentro das regras de funcionamento e contar com opções de deslocamento facilitadas, uma das vantagens da parte Leste do Centro Histórico, bem próximo do Ticen e do Terminal Cidade de Florianópolis.

Atualmente, com esse acesso fácil ao terminal de ônibus e inclusive com segurança e suporte dos bares até o horário de fechamento, a parte Leste do Centro Histórico é a opção barata de lazer dos jovens e para eles não faz diferença se os bares estão abertos ou fechados. Esse mesmo fenômeno se registrou no entorno da UFSC e se dispersou quando as regras de funcionamento da região foram estabelecidas e a permanência na rua, até por questão de segurança, foi limitada. Depois do Centro Leste, se não surgirem essas opções de lazer, outra região da cidade enfrentará a mesma situação.

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