A marca que não queríamos

Santa Catarina ultrapassou, na quarta-feira (29), a marca de 1.000 mortos por Covid-19. O número, forte, simboliza a dor e a saudade de milhares de famílias catarinenses. Pais, mães, maridos, esposas, filhos, filhas, avós, avôs… a cada vida que se perde abre-se mais uma janela para se refletir sobre os efeitos deste período de pandemia, um tempo de tristeza e de esperança, mas também de fortalecer as relações e de se manter atento aos protocolos sanitários e às pessoas que precisam de algum tipo de ajuda.

Desde o início da pandemia, Santa Catarina e, especialmente Florianópolis, souberam lidar bem com o desconhecido. O isolamento social se mostrou positivo, no final de março, em abril e maio, para evitar a disseminação do novo coronavírus. Governo do Estado e prefeituras caminhavam juntos, o trabalho era feito na mesma direção.

Com o escândalo dos respiradores de R$ 33 milhões, o governo saiu de cena, deixando os municípios abandonados à própria sorte. A partir daí o que se viu foi uma intensa pressão do setor produtivo em cima das prefeituras para a reabertura de comércios e a retomada de serviços, como o transporte coletivo.

Com a flexibilização das atividades econômicas e com o relaxamento nos cuidados sanitários, a curva de casos e mortes começou a subir. No dia 1º de junho Santa Catarina acabava de registrar 143 mortes. A primeira morte no Estado ocorreu no dia 25 de março. A evolução do número de óbitos é assustadora. Saltamos de 143 há dois meses para 1.043 mortes até 30 de julho. Dos 295 municípios catarinenses, apenas um, Urupema, na Serra, não tem nenhum caso confirmado de Covid-19.

O problema mais grave é que o novo coronavírus, além de não ter ainda uma vacina, apesar da intensa corrida de cientistas para a descoberta, mostrou que não temos estrutura de saúde pública capaz de atender às massas de infectados. As UTIs estão lotadas. Por isso, ficar em casa ainda é o melhor remédio. E use máscara e lave as mãos com frequência.

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