A pandemia e as vacinas

Composto por 18 cientistas de vários países, o Comitê de Emergência da OMS (Organização Mundial da Saúde) esteve reunido no fim de semana por videoconferência para avaliar a evolução da pandemia de Covid-19. A constatação dos estudiosos é de que a pandemia vai durar muito tempo, sem especificar quanto tempo, e por isso é necessário continuar os esforços para a sua contenção.

A doença já matou mais de 675 mil pessoas em todo o mundo e infectou quase 17,5 milhões. “A pandemia é uma crise sanitária que ocorre uma vez em cada século e os seus efeitos serão sentidos nas décadas seguintes”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Ainda na avaliação da instituição, muitos países que pensavam que o pior já tinha passado estão agora enfrentando novos surtos, outros que tinham sido menos afetados estão com aumentos de casos e de óbitos, enquanto países que tiveram grandes surtos conseguiram controlá-los.

Por outro lado, a organização trouxe boas notícias sobre as vacinas que estão em desenvolvimento em diversos países. São 165 vacinas sendo produzidas. Dessas, 26 estão em avaliação clínica, ou seja, iniciaram testes em seres humanos. São cerca de 90 mil voluntários, por enquanto, que vão receber as doses. Seis estão na fase 3, a última. As outras 139 estão em um momento inicial, de identificar o agente causador e realizar testes em animais, como camundongos, por exemplo.

Nesta caminhada, além da luta pela vacina, medicamentos como ivermectina e cloroquina surgiram como esperança para tratar os doentes, em fases diferentes da infecção, mas o que todos desejam mesmo é que a cura apareça.

Por isso, as vacinas são a esperança mundial para que tudo volte ao normal, que vidas não sejam mais interrompidas, que as pessoas possam voltar a circular por ruas, espaços públicos e comércios, e que a economia se recupere. É o desejo de 100% da população, e que está nas mãos de pesquisadores.

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