A reação da indústria do turismo

A hora é de união. Essa máxima, embora pareça um lugar comum, é fundamental para a superação das dificuldades emocionais e especialmente para o reerguimento da economia no país neste momento decisivo em que o tema pós-pandemia ganha força. Entre os setores que mais acumulam perdas estão os de eventos e de turismo, com uma estimativa de queda de R$ 182,86 bilhões, fechando empresas e abalando toda a cadeia produtiva.

Os prejuízos, calculados pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) após pesquisa mensal sobre serviços do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apontam o fechamento de 446 mil empregos formais, mas os profissionais atingidos devem ser praticamente o dobro, tendo em vista que o segmento opera em grande parte por temporada e na informalidade.

A estimativa oficial é de que o segmento só deverá retornar ao nível pré-pandemia no terceiro trimestre de 2023. Mas como a criatividade e a superação dos catarinenses também são amplamente conhecidas, as expectativas são as melhores possíveis.

Profissionais e empreendedores dos setores turístico e de eventos são unânimes em afirmar que há potencial para se recuperar de forma rápida, em especial com a proximidade do fim do ano e da chegada da estação mais concorrida. Porém, advertem, além da visão criativa dos envolvidos, é necessária atenção especial das autoridades sanitárias e dos gestores públicos.

Além do Pacto Floripa, anunciado na semana passada, e que reúne 33 instituições trabalhando juntas pela retomada econômica da Capital nos próximos dez anos, conventions bureaus de todo o Estado já começaram a trabalhar alinhados na criação de soluções e sugerindo ações aos poderes executivos, com expectativa de que sejam criados protocolos específicos de segurança para que os mais de 50 segmentos envolvidos que já estão se organizando para a retomada.

Estagnada depois de um tombo de 68,1% em março e abril, a pesquisa mostra que a atividade turística cresceu 4,8% em julho e estes percentuais tendem a aumentar gradativamente até o fim do ano. Promissora informação para a indústria turística brasileira, em especial à catarinense e sua inegável vocação na área. Retomada consciente e segura é o que se espera.

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