A resposta para o renascimento

Originalmente, a Páscoa é uma festa de origem judaica, que comemora a liberdade do povo hebreu após longo período de escravidão no Egito. Com o mesmo sentido de libertação e de esperança, a Páscoa cristã surgiu posteriormente, com a comemoração da ressurreição de Jesus Cristo.

Pela segunda vez, passamos esta que é uma das principais datas do calendário cristão e simboliza a celebração do renascimento em meio a uma pandemia.

No ano passado, ainda sem entender muito o que ocorria, a expectativa de que evitar aqueles grandes e barulhentos encontros familiares era coisa passageira. Nos encontraríamos logo mais, no Dia das Mães, talvez no Dia dos Pais, e, com certeza, no Natal…

Mas todas estas e outras datas que são queridas passaram, já se passou mais um ano e os reencontros têm que ser furtivos, reservados ou adiados. Os abraços, guardados para logo mais, ali, quando a pandemia passar.

Entre a macabra, mas necessária, contagem de mortos, um tanto de recuperados e outro de contaminados, já chegamos a 11.125 mortes em Santa Catarina. São mais de 328 mil no país. Milhões e milhões de órfãos chorando por amigos e familiares, enterrando famílias inteiras. E diante destes números, há o que comemorar?

Bem, caindo naquele lugar comum, importante lembrar que a Páscoa, mais do que a data comercial em que se presenteia com chocolates, simboliza o renascimento. Já somos vencedores e sobreviventes diante do inimigo desconhecido. E precisamos renascer.

E havemos de renascer em meio às gostosas lembranças de infância, tão bem resgatadas nesta edição pelos colunistas Sérgio da Costa Ramos e Laudelino José Sardá. Ou na mágica viagem de Moacir Pereira pela Terra Santa.

Flora Victoria, mestre em psicologia positiva aplicada, pela Universidade da Pensilvânia, enfatiza que a seriedade da crise de saúde clama por esse espírito de renovação e pela reflexão sobre a necessidade de encontrar novas respostas.

Cada um tem potencialidades a serem exploradas e todos podem buscar suas emoções mais positivas. Muitos ainda podem se questionar como atingir esse estado em que as emoções positivas falam mais alto. A dica é não brigar com os sentimentos do outro espectro, mas fortalecer o bem-estar. E ainda tem uma dica bônus: já que é Páscoa, por que não incentivar a neuroquímica positiva com um bom chocolate?

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