A retomada do emprego

O ano de 2019 foi positivo para a economia brasileira, que deu passos largos para sair da recessão que assolou o país entre 2014 e 2018 e derrubou o PIB (Produto Interno Bruto). A inflação perdeu força, e atingiu os menores patamares em quase 20 anos. Sem pressão sobre os preços, o Banco Central também teve mais liberdade para reduzir a taxa básica de juros, a Selic, para o menor patamar desde 1999 – incentivando o crédito e o consumo.

Para completar, os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) mostram que o estoque de empregos formais chegou a 39 milhões. Em 2018, esse número foi de 38,4 milhões. O Brasil registrou em 2019 a criação de 644 mil vagas de emprego formal no ano passado, 21,63% a mais que o registrado em 2018.

É o maior saldo de emprego com carteira assinada em números absolutos desde 2013. Em Santa Catarina, o ano de 2019 fechou com saldo positivo de 71.406 contratações. Com mais pessoas empregadas, o padrão médio de bem-estar social melhora, e em algum momento o desemprego retorna às taxas tidas como normais.

Essas taxas variam entre 4% e 6% de toda a população em condições de trabalhar que, segundo o IBGE, é de 106,1 milhões de pessoas, ou seja, pouco mais da metade dos 210,1 milhões de habitantes do país. Com essa retomada, o Brasil começa a dar um salto importante na direção de superar o brutal desemprego acima de 12,5% da população economicamente ativa e ampliar significativamente o emprego formal com registro em carteira.

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