Adoção é um gesto de amor

No Dia Nacional da Adoção, celebrado ontem, o Conselho Nacional de Justiça divulgou, por meio do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento, que das 33.840 crianças e adolescentes em abrigos no país, 5.059 estão aptos à adoção, sendo que 2.726 já iniciaram o processo. Do outro lado, o cadastro tem 36.437 pessoas interessadas em adotar uma criança. Mas o número maior de interessados não significa que todos esses menores terão uma nova família e um novo lar.

Segundo o CNJ, 83% dessas crianças e adolescentes têm acima de 10 anos e apenas 2,7% dos pretendentes aceitam adotar acima dessa faixa etária. Com estas divergências entre o interesse dos pretensos pais e a realidade dos menores disponíveis para a adoção surge a fila.

Muitos casais que querem adotar passam anos esperando pelo “filho ideal” – situação imaginária da maioria, julgada como ideal, ou seja, ter uma única criança de poucos meses de idade ou até três anos no máximo, da cor branca ou parda, com saúde perfeita -, enquanto muitas crianças e adolescentes permanecem nas instituições à espera de famílias que possam lhes assegurar amor e educação adequada.

Como o trâmite da adoção ainda é muito demorado, para evitar que essas crianças em abrigos envelheçam e tenham menos chances de serem adotadas, há dezenas de propostas tramitando no Congresso Nacional que agilizam o processo. Hoje o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) não estabelece um período específico.

Diante da demora, das intolerâncias e dos padrões idealizados, permanecem as dificuldades para que pais e filhos adotivos tenham um “final feliz”, que possam se encontrar e viver em harmonia, em família. No entanto, alguns casais estão quebrando esses tabus. Mostram que o amor de verdade não tem barreiras de idade, cor ou de sexo. Esses casais abrem seus corações e suas casas para uma nova vida, para eles e para os filhos adotivos.

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