Ajuda para quem precisa

Problema recorrente nas grandes cidades, mas nem sempre tratado da maneira como deveria ser, a população de rua tem recebido uma atenção especial do município de Florianópolis neste inverno. São sete abrigos mantidos pela Secretaria de Assistência Social da Capital para as 459 pessoas que se encontram nesta situação atualmente na cidade.

Além de cama, coberta e alimentação, os moradores de rua recebem atendimento de saúde e psicossocial, retirada de novos documentos, montagem e impressão de currículos e encaminhamento para vagas de emprego. Importante ressaltar que, para esse trabalho dar um resultado ainda melhor, a prefeitura orienta os cidadãos a não dar esmola para os moradores de rua.

Para muitos, a esmola é um ato de caridade, um gesto humanitário, pois ainda é vista pela população como uma forma de ajudar quem não tem o que comer, vestir ou morar. Mas ao contrário do que o senso comum indica, a orientação das equipes de assistência social é para que não seja feito esse tipo de ação. A esmola acaba impedindo que as pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade social aceitem o atendimento especializado nos abrigos e nas ruas, e até a possibilidade de voltarem para as suas cidades.

Com dinheiro “fácil”, os moradores de rua se distanciam ainda mais da possibilidade de uma vida digna e da retomada de laços familiares. Quando é atendido por um técnico capacitado, que oriente o morador de rua, as chances de transformar essa realidade se tornam ainda maiores. E é isso que Florianópolis está proporcionando para quem sofre com a fome e com o frio.

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