Alívio para o agricultor

A pressão do setor agropecuário catarinense venceu. A safra deste ano será plantada nas mesmas condições da anterior, com os mesmos custos para os defensivos agrícolas. E os produtores ainda terão condições de voltar a discutir o assunto até o final do ano, levando em consideração as decisões de outros estados a respeito das alíquotas do ICMS.

Mais do que isso, a forte reação manifestada pelo campo, provou a importância do diálogo entre o governo e os setores produtivos. Estamos falando de um dos mais importantes setores da economia, com alta competitividade e inserção no mercado internacional. Qualquer movimento que se faça sobre os custos de produção interfere em muito na competividade do que temos como estrelas das nossas exportações, que são as carnes de frangos e suínos.

Neste caso, a falta de diálogo com o setor ficou evidente. Ao invés de bater de frente por questões pessoais, o governador Carlos Moisés deveria estar aberto a ouvir sobre todo e qualquer problema que este setor esteja enfrentando, com foco em não penalizar um pilar importante da nossa economia, protegendo não apenas um setor, mas empregos e famílias catarinenses que dele dependem.

Esse é o grande papel de um governo: atuar como animador, não apenas como gestor da coisa pública. Como animador, a luta precisa acontecer no sentido de entender agruras, as ameaças e os percalços e trabalhar no sentido de negociar tanto alternativas para os problemas quanto soluções que resultem em melhoria de desempenho, crescimento, desenvolvimento econômico e, consequentemente, tributos que possam ajudar o Estado a entregar para a população os benefícios em saúde, educação, segurança e infraestrutura. Hoje o campo respira aliviado e o diálogo provou seu valor.

 

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