Ameaças à saúde pública

A falsa sensação de que o coronavírus deu uma trégua em Santa Catarina levou muita gente a se aglomerar em bares e festas no fim de semana. Forças policiais e fiscais da Vigilância Sanitária registraram aglomerações, que seguem proibidas durante a pandemia, em pelo menos sete cidades.

Por conta do decreto estadual, que determina regras para o isolamento preventivo das pessoas, fundamental à contenção do contágio da Covid-19, reuniões e festas tornaram-se até mesmo caso de polícia.

Em Florianópolis, no Morro do Mocotó, um baile funk reuniu 5.000 pessoas, a grande maioria não usava máscara e a multidão estava aglomerada. A Polícia Militar foi chamada e a festa acabou depois de um tiroteio.

Só na Capital, foram realizadas 50 inspeções no fim de semana. Outros casos de aglomerações foram registrados na Grande Florianópolis, no Alto Vale do Itajaí e no Oeste. Esses registros são ameaças à saúde pública.

Inibir esse comportamento que provoca aglomerações é um dos principais desafios da fiscalização por parte das polícias, guardas municipais e Vigilância Sanitária.

É preciso punir os responsáveis, aqueles que organizam as festas e permitem que as aglomerações aconteçam. E intensificar a fiscalização parece ser a principal solução para combater essas situações.

Nesta altura da pandemia, com o distanciamento social valendo há um ano e três meses, todos sabem, ou deveriam saber, que o risco de contágio pelo coronavírus aumenta nas aglomerações. E se cresce o contágio, as autoridades não têm outra alternativa a não ser tornar as regras de restrições mais rígidas.

Os fatos mostraram que não se pode confiar apenas no bom-senso e no espírito solidário da população. Há de se ter dispositivos capazes de fazer valer as determinações do decreto àqueles que, por motivos diversos, escolhem ignorá-lo.

+

Editoriais

Editorial

O Grupo ND e a Fiesc (Federação das Indústrias de Santa Catarina) deram a largada na sexta-feira (23 ...

Editorial

O Brasil está virando um país de golpistas e fraudadores. Durante a pandemia, o número de golpes e f ...