Amparo emergencial

Estão avançadas as negociações políticas e as discussões da equipe econômica para garantir uma nova rodada de auxílio emergencial em 2021 por conta da pandemia da Covid-19 – que continua ceifando vidas humanas país afora e comprometendo a economia.

Governo e Congresso Nacional, mais alinhados depois das vitórias de Rodrigo Pacheco (DEM-MG) no Senado e Arthur Lira (PP-AL) na Câmara, ajustam um “novo marco fiscal” para permitir a retomada do pagamento sem o risco de crime de responsabilidade.

Devem ser quatro parcelas de R$ 250, com impacto de R$ 30 bilhões no orçamento da União este ano. Até dezembro, o governo federal vinha
pagando R$ 600 para cidadãos que ficaram sem renda depois do lockdown que fechou as atividades econômicas a partir de março do ano passado para evitar a propagação da Covid-19.
O benefício deve começar
a ser concedido de março a junho.

Espera-se que Executivo e Legislativo se entendam o quanto antes sobre as firulas burocráticas e legais que precisam ser resolvidas antes da liberação dos recursos para quem está precisando desse benefício. E que diferenças ideológicas não travem a aprovação do projeto.

O novo auxílio-emergencial é urgente, tendo em vista que sem a chamada “imunização de rebanho” não há como falar em recuperação integral da economia. A pandemia do coronavírus evidenciou o abismo social brasileiro e é fundamental que o poder público tenha uma política consistente voltada à população mais vulnerável, que ficou ainda mais desamparada nesse período.

A legião de desempregados do país, que já era expressiva antes da pandemia, aumentou com a expansão do coronavírus. Muita gente se reinventou, mas uma parcela expressiva da população ainda não conseguiu voltar ao mercado de trabalho e precisa de amparo nesse momento difícil.

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