Aprender com os erros

As velhas práticas da política estão mais que condenadas. Não é apenas a legalidade que norteia uma decisão. Há outros fatores que um político ou gestor público precisa levar em conta. O principal deles é o entendimento de que para todos os atos haverá uma reação, baseada fundamentalmente na moral e na necessidade atual – hoje de economizar e cortar gastos públicos. O tempo em que ninguém sabia o que um vereador fazia numa Câmara Municipal acabou. Juntamente com o tempo em que ninguém se importava com o que era feito com o dinheiro público ou pelo menos não reagia ao seu desperdício. Além disso, também faz parte aprender com seus erros.

A Câmara de Florianópolis já havia errado, recentemente, ao ampliar gastos e estabelecer benesses. Sofreu com a reação popular e teve que recuar. Agora, faz mais um movimento de recuo, alegando que entendeu o descontentamento da sociedade em relação ao benefício do vale-refeição. Não aprendeu da primeira vez. E é esperado que aprenda agora com o novo erro, tendo em vista que há pouco tempo até a próxima eleição e o caso, sem nenhuma dúvida, vai pesar na hora de o eleitor escolher quem fica, sai ou entra no Legislativo.

Quem pretende representar a população precisa estar sintonizado com ela. Político e gestor público gozam de pouca credibilidade. Todos precisam preservar o pouco que possuem e entender como ela se forma. Na última eleição houve renovação de 55% das cadeiras da Assembleia Legislativa e de 48% na Câmara Federal. A procura por lideranças mais jovens e mais alinhadas com as necessidades da população, no entanto, ainda não terminou. E vai dominar o próximo pleito, no ano que vem.

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