Área nobre, mas sem vida

O aterro da baía Sul, uma das áreas mais nobres de Florianópolis, continua servindo de estacionamento para ônibus do Consórcio Fênix, que opera o transporte coletivo na Capital. Muito distante do projeto de Burle Marx, o aterro merece voltar a ter destaque central no debate sobre os espaços urbanos. Está sem identidade. Em diversos momentos, durante diferentes administrações municipais, projetos foram apresentados, expectativas foram criadas, e nada saiu do papel. A área de mais de 32 mil metros quadrados pertence à União. A SPU (Superintendência do Patrimônio da União) defende que, desde a construção do aterro, nos anos 1970, o Poder Público fez ocupações inoportunas. O aterro virou uma colcha de retalhos. Por muitos anos, abrigou o estacionamento da Comcap, o Direto do Campo e o Camelódromo Centro Sul. Negócios que apenas movimentavam o local, com milhares de veículos e pessoas circulando diariamente. Não contribuíam em nada na preservação do aterro. Só aceleravam a depredação. Quando a Prefeitura da Capital desativou esses comércios, um a um, e apresentou mais um projeto de revitalização da área, parecia que o cenário enfim iria mudar. Não mudou. A situação piorou. Sem os comércios, a área ficou livre para usuários de drogas e moradores de rua e passou a ser um estacionamento aberto para ônibus e veículos particulares. Ficou por muitos anos abandonada. Hoje o aterro está cercado, mas continua abrigando os ônibus. É uma imensa área sem vida, sem cor, com umas poucas árvores. É preciso encontrar uma solução, colocar em prática um projeto real e que seja executável, sem exageros financeiros. Como a prefeitura vem fazendo em outros locais da Capital, chegou a vez do aterro da baía Sul ser revitalizado.

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