Árvore é vida

Nesta época de pandemia, uma data importante do calendário brasileiro passou praticamente despercebida na segunda-feira. 21 de setembro: o Dia da Árvore. Em meio a queimadas de grandes proporções, que devastam áreas gigantes no Pantanal e na Amazônia, a data ganhou ainda mais relevância, pois tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância da preservação do meio ambiente para o equilíbrio do planeta.

Conscientização que falta para grileiros, garimpeiros, madeireiros e invasores de terras públicas, que insistem em atear fogo e desmatar áreas verdes para fazer dinheiro de alguma maneira. O desmatamento e as queimadas prejudicam toda a cadeia ambiental – árvores, plantas, animais, rios… Mas a preservação também deve ocorrer nas cidades.

As árvores funcionam como filtros naturais do ar e, só por isso, já valeriam qualquer cuidado, como o varrer a calçada para retirada das folhas ou cuidado na hora de cortar os galhos para evitar obstrução dos fios da rede elétrica.

Mas elas vão além da função de embelezar as cidades, fazem sombra e melhoram a umidade do ar, o que ameniza os dias quentes. Uma única árvore, em sua fase adulta, pode “transpirar” de 100 a 300 litros de água por dia, o que aumenta a umidade do ar num raio de até 50 metros.

Quando podadas sem qualquer técnica de manejo, as árvores são deformadas, perdem mais da metade da copa ou ficam apenas com o tronco. Não precisa de muito tempo para que, sem o devido cuidado, morram. Em Florianópolis isso acontece com frequência, devido às inúmeras áreas invadidas, nas quais invasores desmatam para construir imóveis irregulares.

Neste tipo de crime ambiental não tem ganhadores. Todos perdem. É preciso preservar agora para que num futuro próximo possamos desfrutar de sombra, de frutos, de água… A árvore devastada hoje vai fazer muita falta amanhã.